em aprendedorismo

Você já disse coisas do tipo “não tenho foco”, “não consigo fazer só 1 coisa”? ou “eu nunca serei um especialista em nada”? Você sente que a maioria das pessoas tem claridade sobre vocação, menos você?

Então, é bem possível que você seja um Scanner!

Aceitar-se como scanner significa mudar a forma como se vê no mundo. Se você se sente perdido no gerenciamento dos seus diferentes talentos, este livro é para você. Ele não só irá fazer você refletir sobre sua verdadeira identidade, mas também lhe oferecer ferramentas, dicas, técnicas e abordagens para você superar seus obstáculos. A partir daí, estará livre para fazer o que quiser de forma produtiva.

Escolha não escolher!: Use todos os seus interesses, paixões e passatempos para criar a vida e a carreira dos seus sonhos

História da Barbara na UC Berkeley

No seu primeiro dia de aula na faculdade, a autora se sentiu muito emocionada ao ler o catálogo de disciplinas. Seus amigos ficaram sem entender as lágrimas escorrendo do rosto dela apenas pela possibilidade de escolher entre várias matérias.

Depois de várias conversas, seus amigos se inscreveram em 5 ou 6 matérias. Já a autora se inscreveu em 10! O resultado foi que ela foi reprovada em 5 e quase não passou nas outras. Assim, chegou à conclusão de que a faculdade era muito mais difícil do que o ensino médio. Além disso, não entendia por que continuavam existindo provas. Na sua cabeça bastava estudar as matérias e pronto.

No momento de definir seu foco de estudo, ela escolheu Matemática porque lhe parecia a coisa mais incrível que uma pessoa poderia aprender na face da terra. No entanto, ela achou difícil e acabou desistindo. Depois disso, mudou de curso e se formou em Antropologia.

Embora tivesse conquistado seu diploma, ela não conseguiu um emprego relacionado à sua formação. Na verdade, a autora não tinha um costume de dar um fim prático a várias coisas que tinha estudado. Ela simplesmente amava aprender e queria continuar fazendo isso. Mesmo sua família a achando um pouco louca, eles pareciam ter orgulho dela.

Em dado momento, precisava de uma carreira para ganhar a vida, já que era mãe solteira com filhos para criar. Colocando as possibilidades na mesa, fazer pós-graduação estava fora de questão por um fator de tempo e dinheiro. Por fim, acabou tendo a oportunidade de trabalhar em prefeituras dando apoio a pessoas carentes, ex-dependentes químicos e ex-reclusos.

A Revelação do Scanner

O grande descoberta da Barbara sobre o tema de carreira veio quando ela começou a ler pessoas famosas da história como Aristóteles, Goethe, da Vinci e Ben Franklin. Sua intenção foi observar nessas pessoas que possuíam vários interesses alguma pista que pudesse ajudá-la. Ao ter contato com os cadernos, cartas e conteúdos dessas pessoas, notou algo estranho. Nenhuma delas parecia ter o menor problema de não ficar em apenas em um área.

Pulando de um assunto para outro com total liberdade, nunca pareciam se culpar ao deixar um projeto inacabado. Além disso, não seguiram uma carreira linear, se é que se pode chamar a trajetória delas de carreira.

Como fizeram isso? Quem lhes deu permissão para fazer qualquer coisa que as interessasse?

A conclusão a que a autora chegou foi que no tempo delas, ninguém pensava que havia algo de errado em ser várias coisas.

Então, a escritora começou a dar a esse grupo de pessoas o nome de “Scanners”. A explicação para o nome é que em vez de mergulhar nas profundezas, eles ficam escaneando a superfície dos interesses.

Quem são os Scanners?

A curiosidade intensa sobre inúmeros assuntos não relacionados é uma das características mais básicas dos Scanners. Eles são infinitamente inquietos. Essa é exatamente a razão pela qual não querem se especializar em nenhuma das coisas que amam, porque isso significaria desistir de todo o resto. Alguns até pensam que ser especialista seria entediante.

Preste atenção nos seguintes ditados:

  • “Não sou consistente em nada”
  • “Não tenho foco. Sei que devo me concentrar em uma coisa, mas qual?”
  • “Perdi o interesse em coisas que achei que eram minhas paixões”
  • “Fico entediado assim que sei como fazer algo”
  • “Não consigo fazer nada duas vezes”
  • “Continuo mudando de idéia sobre o que quero fazer e acabo não fazendo nada”
  • “Pego empregos que pagam mal porque não tenho disposição para me aprofundar”
  • “Não vou escolher um foco de carreira porque pode ser o errado”
  • “Muitas pessoas tem um chamado, menos eu”
  • “Nunca serei um especialista em nada. Eu sempre estou no nível iniciante de algo”

Se você já reproduziu alguma dessas falas, existem grandes chances de que você seja um Scanner.

Identificar-se como tal significa mudar a maneira como você se vê no mundo. Começa com o entendimento básico de que você deve parar de tentar se encaixar na norma e começar a aprender sobre quem você realmente é. Para ajudá-lo a construir o futuro produtivo para o qual você foi projetado, você precisa de um conjunto de instruções.

Infelizmente ou não, não há um curso na faculdade que lhe oriente no melhor uso de sua curiosidade. Da mesma forma, não existe carreira predeterminada no mundo do trabalho para os multitalentosos. O que existe é uma pressão da nossa cultura para formar especialistas, que simplesmente não é equilibrada com o culto à diversidade de habilidades.

Recompensa do Scanner

Geralmente, os processos de orientação de carreira sugerem a escolha de uma direção profissional como forma de investigação, mas isso não funciona bem com os Scanners. Por mais curioso que isso possa parecer, há Scanners que simplesmente não conseguem escolher uma direção, mesmo que seja em caráter experimental. É como dizer a uma mãe naturada que escolha apenas um de seus filhos para alimentar. Isso simplesmente não é possível.

Sempre que as pessoas se queixam de que não têm foco, que perdem o interesse com facilidade, que não conseguem encontrar a paixão ou que não conseguem tomar uma decisão, a autora recorre à metáfora das abelhas.

Ninguém em sã consciência jamais acusaria uma abelha de falta de foco ou de perder o interesse com facilidade. Ninguém diz que as abelhas não se decidem sobre quais flores explorar. Na verdade, nós assumimos que quando uma abelha deixa uma flor, existe uma razão de ser. Quando elas permanecem em uma flor por 2 segundos ou 20 segundos, entendemos que é o tanto de tempo que precisa para conseguir aquilo a que veio, que é a Recompensa.

A recompensa da abelha é o néctar. E qual é a sua Recompensa enquanto Scanner?

Nem sempre é fácil responder a esta importante pergunta. Cada Scanner é único nesse sentido. Aqui entra a necessidade de auto-observação e autoconhecimento para você descobrir qual é o seu néctar.

De qualquer forma, aqui está uma lista das Recompensas de Scanner mais comuns, que podem ajudar a identificar o seu:

  • Saber como fazer muitas coisas para poder ajudar aos outros
  • Insights, revelações, descobertas, vislumbres que fazem você dizer: “Não sabia disso!”
  • Qualquer coisa nova: pessoas, lugares e experiências
  • Gerar impacto, ser visto, construir uma reputação e um legado
  • Exercitar inteligência porque se sente bem
  • Usando todas as partes de você: a lógica, intuição, empatia e habilidades técnicas
  • Desafiar-se, testar seus limites e avaliar o quão bom você pode ser
  • Estudar qualquer coisa: como fazer sushi ou como cantar músicas medievais
  • Criar algo que antes não existia, criar soluções
  • Imaginar possibilidades, construir protótipos e planejar coisas
  • Fazer coisas lindas, ter beleza ao seu redor, reconhecer beleza onde não é óbvio
  • Encontrar comunidades onde possa fazer parte de algo que admira
  • Descobrir o que está acontecendo, como as coisas funcionam e o que está embaixo da superfície
  • Entender o todo e estabelecer relações entre as coisas
  • Aprender fazendo, por exemplo, como um carpinteiro constrói uma mesa, como fazer xarope de boldo, como falar algumas palavras de um idioma…

O importante é observar que quando você vai satisfazendo a sua curiosidade, a Recompensa diminui na mesma proporção, até chegar ao tédio. Isso é tão natural quanto comer quando bate a fome e parar de comer quando a barriga está cheia.

Acima de tudo, a principal razão que distingue os Scanners e que faz eles não se limitarem a nada, é a sua alta velocidade de aprendizagem. Os scanners correm por interesses em tempo recorde porque amam e aprendem com uma grande facilidade. Isso faz da aprendizagem a habilidade em que são mais talentosos.

Ao mesmo tempo, para o Scanner em geral não faz sentido tentar se especializar no campo da teoria da aprendizagem, porque uma vez que você entenda os problemas, você vai abandoná-lo como qualquer outro.

Quem não é Scanner?

Os especialistas são os primeiros que surgem na lista dos não-scanners. Às pessoas que estão felizes sendo completamente absorvidas por um campo, a Barbara dá o nome de “Divers” ou mergulhadores. Alguns exemplos claros são músicos profissionais, cientistas, matemáticos, atletas e assim por diante. A diferença é que os Divers conseguem “relaxar” explorando algo diferente como apenas como hobbie, mas raramente são apaixonados por vários interesses, a não ser sua própria área de atuação. Na prática, eles podem facilmente desistir de todas as outras idéias para seguir um único foco, algo que Scanners não dão conta.

Pessoas com depressão muitas vezes são confundidas como Scanners, o que é um equívoco. Mesmo que Scanners e pessoas com esse quadro possam ter dificuldade em escolher algo para fazer, seus motivos são de natureza diferente. Os scanners não escolhem por medo de deixar algo de fora. Já pessoas deprimidas não escolhem porque não sentem vontade de fazer coisas.

De forma semelhante, Scanners também são confundidos com pessoas com déficit de atenção. Sendo a autora uma scanner e diagnosticada esse deficit, ela afirma a partir de sua experiência pessoal que essa mistura também é equivocada. Embora ambos possam se sentir confusos, seus motivos são diferentes. Por exemplo, um ataque de déficit de atenção produz um nevoeiro mental que impede que alguém se lembre do que está fazendo. Por outro lado, sentir confusão como Scanner significa que você está sendo atraído por tantas coisas que às vezes pode dar um branco sobre o projeto atual ou o próximo.

Portanto, a mensagem principal aqui é: não confunda os scanners com algo que eles não são.

Tipos de Scanner

Os scanners não são todos iguais. Na verdade, a autora os divide em dois grandes grupos: os Cíclicos e os Sequenciais. O primeiro grupo é definido por nunca repetir um assunto, isto é, estão sempre se movendo para a próximo área. Já os sequenciais, são conhecidos por voltarem às suas áreas de interesse anteriormente exploradas em ciclos, daí o nome. De modo específico, dentro de cada um desses grupos, há uma dúzia de subdivisões com que você pode se identificar em um grau mais profundo ao ler o livro completo.

Os Problemas e as Soluções dos Scanners

Os Scanners foram profundamente afetados por um processo histórico. A corrida tecnológica contra a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial mudou o ponto de vista do lugar comum a respeito dos Scanners, que até então eram pessoas admiradas.

Depois disso, ocorreu uma mudança dramática.

Quando a Rússia lançou o Sputnik, o primeiro satélite a ser lançado no espaço, os Estados Unidos entraram em choque. Imediatamente, os recursos públicos foram majoritariamente dedicados para ultrapassar ou no mínimo empatar com tecnologia russa. Assim, tudo mais se tornou secundário. Universidades foram transformadas em centros de treinamento especializado e a ciência e tecnologia se tornou mais importante do que quaisquer outras áreas.

Os departamentos da literatura, as humanidades, até a história foram vistos como luxos irrelevantes. E com esse declínio, veio uma mudança radical na reputação dos scanners. Do dia para a noite deixaram de ser eruditos e curiosos, e passaram a ser “irrelevantes”, “infantis” e “sem foco”.

Todo esse contexto impôs uma pressão psicológica sobre as pessoas que gostam de variedade, sem contar os problemas que já possuem por natureza. Vamos comentar sobre os 4 principais problemas nesse contexto e oferecer algumas abordagens para enfrentá-los a seguir.

Auto-aceitação para rejeição social

Se os Scanners não pensassem que deveriam se limitar a um campo, 90% dos seus problemas deixariam de existir de acordo com a Barbara Sher. Com a exceção do tema de gerenciamento de projetos de aprendizado, o que os Scanners precisam realmente fazer é rejeitar o lugar comum que diz que estão fazendo algo de errado e abraçar de uma vez por todas sua verdadeira identidade.

Quase todos os casos de baixa auto-estima, vergonha, frustração, sentimentos de inadequação, indecisão e incapacidade de entrar em ação simplesmente desaparecem no momento em que entendem que são scanners e param de tentar ser o que não são.

Os scanners são curiosos porque são geneticamente programados para explorar tudo o que lhes interessa.

Se você é um scanner, essa é a sua própria natureza. Se você ignorar isso, corre um grande risco de nunca estar feliz consigo mesmo.

Se você finalmente chegou à conclusão de que deve desistir de tentar se conformar à norma e tirar o máximo proveito de sua mente curiosa, é hora de seguir uma nova direção.

Em vez de mudar a si mesmo, você vai mudar seu entorno agora. Você precisa arregaçar as mangas e direcionar suas energias para criar um ambiente que lhe abrace exatamente do jeito que é.

O Diário de Scanner para Imaginação Fértil

Como um bom Scanner, você deve sofrer de excesso de ideias, certo? Sua mente inquieta está imaginando coisas novas a todo momento, mesmo coisas loucas que nem sabia que era capaz de pensar. Muitas vezes, a conseqüência disso é uma alta ansiedade e uma indiferença às suas próprias ideias, já que tem de sobra. A ansiedade já é consenso que não faz bem para saúde mental. Já a indiferença às suas idéias de certa forma é ruim para sua auto-estima, porque tacitamente deixa de reconhecer o valor da sua imaginação fértil e, em última instância, o seu próprio valor.

Muito pelo contrário, você deve apreciar sua fertilidade mental como algo muito especial, mesmo que ache bobas algumas das suas invenções. O simples ato de considerar que suas explorações valem a pena começa a mudar suas conversas internas para um lugar de maior auto-admiração.

Uma solução para ajudar nesse sentido é o Diário de Scanner.

Ele é um caderno sem pauta reservado para o que você faz no dia a dia como Scanner. Funciona como seu lugar para capturar suas idéias e ramificações. Além disso, serve como ferramenta de auto-estudo em que você está complemente livre e sem restrições para aprender, projetar e elaborar o que quiser.

Em outras palavras, esse caderno é a sua versão pessoal dos cadernos de Leonardo da Vinci. Se não ainda não os conhece, dê uma olhada na Internet para se inspirar nos modelos e rabiscos do gênio. Os registros do Leonardo são deliciosamente fora de ordem, impulsivos e desenfreados.

Quanto mais longe for com suas fantasias nas páginas do seu diário, mais claridade mental vai conseguir. Uma observação importante é que você não deve fazer listas acionáveis de tarefas, como listas de compras e to-dos em geral ou usá-lo como um diário genérico. Lembre que apenas entram coisas relacionadas a ser um Scanner.

A autora também recomenda que escrevamos no diário todos os dias pelo menos pelas duas próximas semanas para instalar o hábito. Em termos de que diário comprar, ela também sugere adquirir aqueles moleskines ou cadernos que até temos medo de escrever por serem tão bonitos. Certifique-se de que não há pautas e dê muito espaço para escrever. Quanto maior cada página do caderno, melhor.

Então, se você quer se valorizar mais e reduzir a ansiedade que vem da sua mente fértil, teste um diário de scanner.

Calendário e Fichário de Interesses para o Medo da Perda

Os Scanners geralmente têm problemas com o tempo. O principal deles é o Medo da Perda (da sigla em inglês FOMO). Esse medo é um estado de espírito que resume nossa noção de tempo inteiramente ao momento presente. No contexto dos Scanners, isso significa que todos os projetos que queremos fazer que não couberem no agora, não serão realizados, ou seja, um baita problema. Quanto maior o número de projetos, maior o medo e a paralisia criada.

Nada afasta mais o Medo da Perda do que um calendário.

O melhor tipo de calendário é grande o suficiente para mostrar tudo o que você quer fazer nos próximos anos em uma única visão. E se for pendurado na parede como um lembrete constante, melhor ainda para combater o medo.

E você não precisa esperar nada para ter o seu agora. Basta encontrar uma grande folha de papel A2 ou emendar alguns A4 e dividir o papel em seis quadrados grandes, correspondendo a cada um dos próximos 6 anos.

Por que seis?

Porque é bom saber que você tem 6 anos inteiros para poder contar. Na experiência da autora, se for menos, o Scanner pode ansiedade por pressa ou preocupação. Se for mais que 6, fica difícil de tangibilizar a jornada. Seis anos parece ser o número ideal para os Scanners.

Assim, pense em todos os projetos que você realmente deseja fazer. Descubra quais você quer fazer em breve e quais podem esperar.

E se novas ideias de projetos surgirem?

Um Fichário de Interesses ajuda você a acompanhar todas essas idéias. O objetivo é manter todos os novos interesses em um lugar organizado. Nesse sentido, cada aba do fichário recebe o nome do tema de interesse. Nas folhas de cada aba, você mantém as idéias de projetos ou qualquer conteúdo dentro do interesse em questão para referência futura.

À primeira vista, um calendário e um fichário podem não parecer um conjunto de ferramentas excepcionais, mas não se engane. Fique à vontade para adaptá-los para o meio digital e até mesmo utilizar ferramentas com premissas semelhantes, se for a sua preferência. De qualquer forma, elas lhe darão um bom norte para gerenciar seu principal problema relacionado ao tempo.

ETES para o Medo do Compromisso

Não há dúvidas de que Scanners muitas vezes têm dificuldade em encontrar um trabalho que realmente se encaixe no estilo de vida deles. Os trabalhos comuns raramente atendem ao quesito de variedade. Isso desencadeia uma reação muito comum entre Scanners, que é o medo do compromisso. Apesar de ser perfeitamente compreensível, esse medo pode gerar problemas como falta de dinheiro e de experiências profissionais, uma vez que tal fobia nos leva a descartar boa parte das oportunidades de trabalho que surgem.

Como encontrar um caminho do meio nesse contexto então?

Antes de escolher um trabalho, a Barbara sugere que você veja se ele é compatível com este sistema de quatro passos que ela desenvolveu com seus clientes, chamado ETES (do inglês LTTL). A metodologia deu tão certo na superação do medo do compromisso, que foi consolidada no seu atendimento como coach.

As letras representam “aprender”, “experimentar”, “ensinar” e “sair”. Em seu Diário de Scanner, escreva cada carreira ou interesse que você está considerando, usando o Sistema ETES. Por exemplo, digamos que você está considerando um trabalho de supervisionar operações para uma grande empresa. Você escreveria algo assim:

  1. Estudar: “Durante 6 meses, vou aprender a administrar o escritório central de uma gráfica nacional, criando novos sistemas”
  2. Testar: “Depois que a curva de aprendizado nivelar, vou tentar implementar meus novos sistemas, aperfeiçoá-los, garantir que eles funcionem e criar novos protótipos se necessário. Isso pode demorar mais 2 meses”.
  3. Ensinar: “Quando ficar claro que o que projetei funciona e a empresa queira que eu o execute, eu explico que eu posso ficar apenas o tempo suficiente para ensinar alguém a fazer o trabalho. O que eu ensinar todos os dias entrará no manual dos funcionários para consolidar o processo.Talvez isso leve mais alguns meses.”
  4. Sair: “Neste dia, vou fazer a minha festa de despedida e sair com um dinheiro que me permite viver por 1 ano sem a necessidade trabalhar. Ganhar essa quantia foi o resultado direto do quanto a empresa passou a economizar através da minha solução. Durante o meu ano livre, vou perseguir outros interesses e ficar de olho em oportunidades interessantes em algum novo campo, em que possa repetir esse processo”.

Pode ser desafiador encontrar empresas que adotem esta mentalidade de “tour of duty”, porque é uma idéia relativamente nova que empresas do Vale do Silício, como o Linkedin, estão compartilhando ativamente. De qualquer forma, se você não encontrar um emprego que siga essa lógica, você pode ainda testar trabalhos como freelancer ou consultor, que por sua própria natureza são baseados em projetos.

Acima de tudo, a verdade é que os scanners precisam aprender e criar. É assim que eles funcionam. Raramente, um scanner será feliz fazendo tarefas administrativas, por mais importantes que elas sejam. O talento dos Scanners é difícil de encontrar. Um gestor inteligente saberá reconhecer e aproveitar a oportunidade.

Conclusão

Se você chegou à conclusão de que deve desistir de tentar se adaptar ao padrão para tirar o máximo proveito de sua mente curiosa, é hora de seguir uma nova direção. Agora é hora de mudar o seu ambiente. Você precisar colocar a mão na massa e direcionar sua energia para criar um local que lhe valoriza como Scanner. Use as ferramentas e abordagens oferecidas pela Barbara a seu favor e comece a presentear o mundo com seus talentos únicos.

E você?

O que achou das sugestões da Barbara Sher?

Se identificou com alguma em especial?

Adoraria conversar contigo nos comentários. 🙂

Em todo caso, acho que também iria gostar de ler The Alliance.