em notas

sem dúvida, o livro o poder dos quietos da susan cain foi talvez o que mais impactou positivamente minha vida nos últimos tempos. por 27 anos estive em guerra comigo mesmo, por não me aceitar como introvertido.

então, essa obra foi a chave para eu compreender que não há nada de errado nisso e então redesenhar todo meu estilo de vida (trabalho, aprendizagem, relacionamentos e lazer) para ser autêntico comigo mesmo.

o que é ser introvertido: a definição

em 1921, o influente psicólogo carl jung publicou um livro bombástico chamado tipos psicológicos, popularizando os termos “introvertido” e “extrovertido” como os pilares centrais da personalidade.

introvertidos são atraídos pelo mundo interior do pensamento e do sentimento – disse jung – e os extrovertidos, pela vida externa de pessoas e atividades.

introvertidos focam no significado que tiram dos eventos ao seu redor; extrovertidos mergulham nos próprios acontecimentos. introvertidos recarregam suas baterias ficando sozinhos; extrovertidos precisam recarregar quando não socializam o suficiente.

o introvertido é uma pessoa sensível que se sente confortável tendo a si mesmo como companhia.

os introvertidos preferem passar as férias lendo na praia em vez de fazer a festa em um cruzeiro. as festas e reuniões sociaisconforme também descrevi no meu perfil – despertam em nós, geralmente, a sensação de ameaça, medo e escape .

100 pessoas são muito mais estimulantes, se comparadas a 100 livros.

por exemplo, pessoas altamente sensíveis tendem a ser atentos observadores que olham antes de dar um salto. elas organizam suas vidas de forma a limitar surpresas.

muitas vezes são sensíveis a visões, sons, cheiros, dor e café. Inclusive, têm dificuldade quando são observadas no trabalho ou em ambientes públicos em geral.

além disso, tendem a ter uma orientação filosófica ou espiritual, em vez de materialista ou hedonista.

elas não gostam de conversa fiada.

muitas vezes se descrevem como criativas ou intuitivas. têm sonhos vívidos e muitas vezes conseguem se lembrar deles no dia seguinte.

amam música, natureza, arte e a beleza física.

possuem emoções excepcionalmente fortes — muitas vezes acessos agudos de alegria, mas também de tristeza, melancolia e medo. pessoas altamente sensíveis também processam informações sobre seus ambientes — físicos e emocionais — com uma profundidade rara.

elas tendem a perceber sutilezas que os outros não percebem — a mudança de humor de uma pessoa ou uma lâmpada brilhando um pouco mais.

essas pessoas ficam tão entediadas com conversas triviais.

falar sobre o tempo ou o lugar para onde você viajou nas férias não é tão interessante quanto falar sobre valores ou sobre moralidade para elas.

às vezes são altamente empáticas. é como se tivessem fronteiras mais finas as separando das emoções de outras pessoas e das tragédias e crueldades do mundo.

tendem a ter a consciência surpreendentemente forte.

evitam filmes e programas de TV violentos; têm consciência das consequências de um lapso em seu comportamento.

em meios sociais, geralmente se concentram em temas como problemas pessoais, que os outros consideram “pesados demais”.

na maioria dos cenários as pessoas usam as trivialidades como uma forma de relaxar em uma nova relação, e quando elas se sentem confortáveis, se conectam mais seriamente.

pessoas sensíveis parecem fazer o inverso.

elas “gostam de trivialidades só depois de ter mergulhado fundo”, diz Strickland.

se você já fez o teste de personalidade de myers-briggs, que é baseado no pensamento de jung (e é usado pela maioria das universidades e grandes empresas), já deve estar familiarizado com essas ideias.

de um terço a metade dos norte-americanos é introvertido — em outras palavras, uma em cada duas ou três pessoas que você conhece.

se essas estatísticas o surpreendem, provavelmente é porque muitas pessoas fingem ser extrovertidas (eu era uma delas inclusive).

introvertidos disfarçados passam batidos. alguns enganam até a si mesmos, até que algum fato da vida — uma demissão (como aconteceu no meu caso), a saída dos filhos de casa, uma herança que permite que passem o tempo como quiserem — os leva a avaliar sua própria natureza.

grupo introvertidos dos altamente sensíveis

muitos introvertidos também são “altamente sensíveis”, o que soa poético, mas na verdade é um termo técnico da psicologia. Se você é do tipo sensível, então é mais apto que a média das pessoas a se sentir encantado pela “sonata ao luar” de Beethoven, ou por uma frase bem-formulada ou um ato extraordinário de gentileza.

você pode se sentir enojado pela violência ou feiura com mais facilidade, e é provável que tenha uma consciência muito forte. quando criança, provavelmente era chamado de tímido, e até hoje fica nervoso ao ser avaliado, ao fazer um discurso ou em um primeiro encontro. mais tarde vamos examinar por que essa coleção de atributos aparentemente sem relação tende a pertencer à mesma pessoa e por que essa pessoa muitas vezes é introvertida.

o que significa ser introvertido: antidefinições

os introvertidos não são necessariamente tímidos.

timidez é o medo da desaprovação social e da humilhação, enquanto a introversão é a preferência por ambientes que não sejam estimulantes demais.

o único traço de personalidade que a autora encontrou em comum em todos eles era algo que não tinham ou pouco tinham: ‘carisma’ e a necessidade desse termo ou o do que ele significa.

com esse modelo, fica-se com quatro quadrantes de tipos de personalidade: extrovertidos calmos, extrovertidos ansiosos (ou impulsivos), introvertidos calmos e introvertidos ansiosos.

muitas pessoas tímidas se voltam para dentro, em parte, como um refúgio da socialização que lhes causa ansiedade.

muitos introvertidos são tímidos como resultado do recebimento da mensagem de que há algo errado com a preferência pela reflexão, e também porque a fisiologia deles funciona assim.

o ideal da extroversão: o inimigo #1 dos introvertidos

infelizmente, faz muito sentido que vários introvertidos se escondam até de si mesmos. Inclusive, esse é o principal inimigo dos introvertidos segundo o livro o poder dos quietos da susan cain.

vivemos em um sistema de valores que a autora chama de Ideal da Extroversão — a crença onipresente de que o ser ideal é gregário, alfa, e se sentir confortável sob a luz dos holofotes.

a introversão — com suas companheiras sensibilidade, seriedade e timidez — é, hoje, um traço de personalidade de segunda classe, classificada em algum lugar entre uma decepção e uma patologia.

isso não faz sentido nenhum, pois sem introvertidos, o mundo não teria:

  • “a teoria da gravidade” de isaac newton
  • “a teoria da relatividade” de albert einstein
  • “o segundo advento” de w.b. yeats
  • “os noturnos” de chopin
  • “em busca do tempo perdido” de proust
  • “peter pan”, “1984” e “a revolução dos bichos” de George Orwell
  • “o gato do chapéu”, do dr. charlie brown
  • “a lista de schindler”, “E.T.” e “contatos imediatos de terceiro grau” de Steven Spielberg
  • o google de sergey brin & larry page
  • “harry potter” de j.k. Rowling

ora, não faz sentido nenhum que pessoas como eleanor roosevelt, al gore, warren buffett, gandhi e rosa parks, que conquistaram o que conquistaram não “apesar de”, mas por causa de sua introversão.

escutamos a todo momento que vivemos no “mundo da lua”, mas o fato é que somos pensadores.

causas da introversão e da extroversão

os bebês altamente reativos, os 20% que berravam com o móbile sobre suas cabeças, tinham maior tendência a desenvolver personalidades sérias e cuidadosas. os bebês pouco reativos — os quietos — tinham maior tendência a se tornar tipos relaxados e confiantes. alta e baixa reatividade tendiam a corresponder, em outras palavras, à introversão e à extroversão.

como kagan ponderou em seu livro, Galen’s Prophecy, de 1998 , “as descrições de Carl Jung de introversão e extroversão, escritas há mais de 75 anos, aplicam-se com inquietante exatidão à proporção de nossos adolescentes de alta ou baixa reatividade”.

kagan levantou a hipótese de que bebês nascidos com uma amígdala especialmente excitável iriam se contorcer e gritar quando lhes fossem mostrados objetos desconhecidos — e se tornariam crianças com tendência a serem mais vigilantes ao conhecer pessoas novas.

e isso é exatamente o que ele descobriu.

em outras palavras, os bebês que movimentavam os braços como punks faziam isso não por serem extrovertidos, mas porque seus corpinhos reagiam fortemente — eles eram altamente reativos — a novas visões, sons e cheiros. os bebês quietos não ficavam em silêncio porque seriam futuros introvertidos — exatamente o oposto —, mas porque tinham sistemas nervosos que não se incomodavam com novidades.

quanto mais reativa a amígdala de uma criança, maior tende a ser sua taxa cardíaca, mais seus olhos se dilatam, mais tensas são suas cordas vocais, mais cortisol (o hormônio do estresse) há em sua saliva — mais crepitante ela tende a se sentir quando confrontada com algo novo e estimulante.

a alta e a baixa reatividade provavelmente não são as duas únicas rotas biológicas até a introversão e a extroversão. há muitos introvertidos que não possuem a sensibilidade de um altamente reativo clássico, e uma pequena porcentagem dos altamente reativos torna-se extrovertida quando cresce.

mesmo assim, as descobertas de Kagan em mais de uma década marcam um enorme avanço na nossa compreensão desses estilos de personalidade — incluindo os julgamentos de valor que fazemos.

às vezes, os extrovertidos recebem o crédito de “pró-sociais” — o que significa que se importam com os outros — enquanto os introvertidos são desprezados como pessoas que não gostam de pessoas.

mas as reações dos bebês nos testes de kagan não tinham nada a ver com pessoas.

eles estavam berrando (ou não) para cotonetes. eles mexiam seus membros (ou ficavam calmos) em resposta a balões estourando. os bebês altamente reativos não nasceram misantropos; eles simplesmente eram sensíveis a seus ambientes.

na verdade, a sensibilidade do sistema nervoso dessas crianças parece estar ligada não apenas à percepção de coisas assustadoras, mas à percepção em geral.

crianças altamente reativas prestam o que um psicólogo chama de “atenção alerta” a pessoas e coisas. elas usam mais movimentos dos olhos do que os outros para comparar opções antes de tomar uma decisão. é como se processassem mais profundamente — às vezes de forma consciente, às vezes não — as informações que absorvem sobre o mundo.

em uma de suas primeiras séries de estudos, kagan pediu a um grupo de alunos da primeira série para participar de um jogo de combinação visual. mostrava-se para cada criança uma imagem de um ursinho sentado em uma cadeira, além de seis outras imagens similares, entre as quais apenas uma era a combinação exata.

as crianças altamente reativas passavam mais tempo que as outras considerando todas as alternativas e tinham maior tendência a fazer a escolha correta. quando Kagan pediu que essas mesmas crianças participassem de um jogo de palavras, ele descobriu que elas também liam mais corretamente do que as crianças impulsivas.

crianças altamente reativas também tendem a pensar sobre e sentir profundamente o que perceberam e a dar um toque extra às experiências do dia a dia. isso pode ser expresso de muitas formas diferentes. se a criança for orientada ao convívio social, ela pode passar muito tempo ponderando suas observações sobre os outros.

colocar a teoria em prática é difícil para elas”, escreve gallagher, “pois sua natureza sensível e esquemas elaborados são inadequados ao rigores heterogêneos do pátio da escola”.

mesmo assim, como veremos em capítulos adiante, esses traços — vigilância, sensibilidade às nuances, complexidade emocional — acabaram se tornando poderes bastante subvalorizados.

crianças altamente reativas podem ter maior tendência a virar artistas, escritores, cientistas e pensadores, pois sua aversão à novidade faz com que passem mais tempo no ambiente familiar — e intelectualmente fértil — de suas mentes.

dopamina é a “substância química da recompensa” lançada em resposta a prazeres previstos. alguns cientistas acreditam que quanto mais seu cérebro responde à dopamina ou quanto mais dopamina você tem disponível para liberar, mais tendência você terá a ir atrás de recompensas como sexo, chocolate, dinheiro e status.

estimular a atividade da dopamina no cérebro de ratos faz com que eles corram excitados em uma gaiola vazia até caírem mortos de fome. cocaína e heroína, que estimulam os neurônios liberadores de dopamina em seres humanos, deixam as pessoas eufóricas.

ser introvertido não é bom ou ruim, é apenas uma estratégia de sobrevivência

de vez em quando, um jornal ou programa de tv passa uma história sobre personalidades dos animais, mostrando o comportamento tímido como impróprio e o comportamento ousado como atraente e admirável.

acredita-se que os dois tipos de animais existem porque têm estratégias de sobrevivência radicalmente diferentes, cada uma das quais compensa de forma diferente e em momentos diferentes.

isso é conhecido como o trade-off da teoria da evolução, no qual um traço em particular não é nem totalmente bom, nem totalmente ruim, mas uma mistura de prós e contras, cujo valor para a sobrevivência varia de acordo com as circunstâncias.

animais “tímidos” procuram comida com menor frequência e por mais tempo, conservando energia, mantendo-se à margem e sobrevivendo quando os predadores aparecem.

animais ousados atacam com mais frequência, sendo muitas vezes engolidos por aqueles acima deles na cadeia alimentar, mas sobrevivendo quando a comida é escassa e eles precisam assumir mais riscos.

“não há uma personalidade animal melhor”, “mas uma diversidade de personalidades mantida pela seleção natural.

e o mesmo parece acontecer com os seres humanos.

pessoas extrovertidas têm mais parceiros sexuais do que os introvertidos — uma bênção para qualquer espécie que queira se reproduzir —, mas cometem mais adultérios e se divorciam com mais frequência, o que não é bom para os filhos de todos esses casais.

extrovertidos se exercitam mais, mas introvertidos sofrem menos acidentes e ferimentos traumáticos. extrovertidos possuem maiores redes de apoio social, mas cometem mais crimes.

como jung especulou quase um século atrás sobre os dois tipos, “um deles [o da extroversão] consiste em uma alta taxa de fertilidade, com baixos poderes de defesa e curta duração de vida para o indivíduo, enquanto o outro [o da introversão] consiste em equipar o indivíduo com numerosos meios de autopreservação e uma baixa taxa de fertilidade”.

essa cegueira para o perigo pode explicar por que os extrovertidos têm mais tendência do que os introvertidos a morrer em acidentes de trânsito, ser hospitalizados como resultado de acidente ou ferimento, fumar, fazer sexo de risco, participar de esportes de alto risco, ter casos extraconjugais e se casar novamente.

isso também ajuda a explicar por que os extrovertidos tendem mais que os introvertidos a ter confiança em excesso — o que se define como uma grande confiança que não é alcançada por riqueza de habilidades.

como deixar de ser introvertido: é possível?

os psicólogos muitas vezes discutem a diferença entre “temperamento” e “personalidade”. temperamento refere-se a padrões comportamentais e emocionais inatos, determinados biologicamente, observáveis em bebês e na primeira infância; personalidade é uma combinação complexa que emerge depois que a influência cultural e as experiências pessoais são jogadas na mistura.

alguns dizem que o temperamento é a fundação e a personalidade é a construção.

os traços de um temperamento de alta ou baixa reatividade nunca desapareceram na idade adulta. alguns altamente reativos se tornaram adolescentes com fluidez social que não se sentiam desconcertados pela novidade, mas nunca mudaram sua herança genética.

a pesquisa de schwartz sugere algo importante: podemos modificar nossas personalidades, mas só até certo ponto. nosso temperamento inato nos influencia, não importa a vida que levemos.

uma importante parte do que somos é ordenada por nossos genes, nosso cérebro, nosso sistema nervoso. e, mesmo assim, a elasticidade que schwartz encontrou em alguns adolescentes altamente reativos também sugere algo diferente: temos livre-arbítrio e podemos usá-lo para moldar nossa personalidade.

se você foi um bebê altamente reativo, então pode ser que pelo resto da vida sua amígdala enlouqueça um pouco cada vez que você se apresenta a um estranho em uma festa. mas se você se sentir relativamente apto na companhia de outras pessoas, isso ocorre em parte porque seu córtex frontal está lhe dizendo para se acalmar, oferecer um aperto de mão e sorrir.

no treinamento para a perda da sensibilidade, uma abordagem usada para superar fobias é se expor (e a sua amígdala) repetidas vezes ao que você tem medo, em doses administráveis.

isso é muito diferente do bem-intencionado mas inútil conselho de que você deve mergulhar de cabeça e tentar nadar — uma abordagem que pode funcionar, mas é mais provável que provoque pânico, engendrando ainda mais seu cérebro em um ciclo de terror, medo e vergonha.

outra abordagem é falar consigo mesmo. um estudo de ressonância magnética recente mostra que quando as pessoas falam consigo mesmas para repensar situações tensas, a atividade em seu córtex pré-frontal aumenta de acordo com a queda de atividade da amígdala.

mas o córtex frontal não é todo-poderoso; ele não desliga totalmente a amígdala. em um estudo, cientistas condicionaram ratos a associar determinado som a uma descarga elétrica.

então eles tocavam esse som repetidas vezes sem administrar o choque, até que os ratos perdessem o medo. acontece que o “desaprendizado” não era completo como os cientistas pensaram inicialmente.

quando cortaram as conexões cerebrais entre o córtex dos ratos e suas amígdalas, eles voltaram a ter medo do som. isso aconteceu porque o condicionamento do medo fora suprimido pela atividade do córtex, mas ainda estava presente na amígdala.

em humanos com medos infundados, como a acrofobia, ou seja, medo de altura, é o mesmo que acontece. repetidas viagens ao topo do edifício empire state parecem acabar com o medo, mas ele pode ressurgir em momentos de estresse — quando o córtex tem outras coisas para fazer além de amenizar uma amígdala excitável.

isso ajuda a explicar por que muitas crianças altamente reativas mantêm alguns aspectos do medo em seu temperamento até a idade adulta, não importa quanta experiência social adquiram ou o quanto exerçam o livre-arbítrio.

apesar de alcançarmos limites exteriores a nossos temperamentos, muitas vezes pode ser melhor nos situarmos direito em nossa zona de conforto.

o excesso de estímulos não produz tanta ansiedade quanto a sensação de que você não consegue pensar direito — de que você já teve o bastante e gostaria de ir para casa.

teste de personalidade: introvertido ou extrovertido?

reflita sobre as afirmativas:

  1. prefiroconversas individuais a atividades em grupo.
  2. geralmente prefiro me expressar por escrito.
  3. gosto da solidão.
  4. pareço me importar menos que meus colegas com fama, fortuna e status.
  5. não gosto de jogar conversa fora, mas gosto de tópicos profundos que importam para mim.
  6. as pessoas dizem que sou um bom ouvinte.
  7. não gosto muito de correr riscos.
  8. gosto de trabalhos que me permitam “mergulhar” com poucas interrupções.
  9. gosto de celebrar aniversários de maneira reservada, com apenas um ou dois amigos ou familiares.
  10. as pessoas me definem como alguém “de fala mansa” ou “meigo”.
  11. prefiro não mostrar meu trabalho ou discutir sobre ele com os outros até ter terminado.
  12. não gosto de conflitos.
  13.  trabalho melhor sozinho.
  14. tendo a pensar antes de falar.
  15. sinto-me exaurido depois de estar em público, mesmo que tenha me divertido.
  16. às vezes deixo ligações caírem na caixa postal.
  17. se tivesse que escolher, preferiria passar um fim de semana com absolutamente nada para fazer a um com muitas coisas programadas.
  18. não gosto de fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
  19. consigo me concentrar com facilidade.
  20. em situações de sala de aula, prefiro palestras a seminários.

quanto mais tiver respondido “verdadeiro”, mais introvertido você provavelmente é.

se tiver um número parecido de “verdadeiros” e “falsos”, provavelmente você é um ambivertido — sim, essa palavra existe.

mas, mesmo que tenha respondido cada questão como um introvertido ou extrovertido, isso não significa que seu comportamento é previsível em todas as circunstâncias.

este é um questionário informal, não um teste de personalidade com validade científica. as questões foram formuladas com base nas características da introversão geralmente aceitas por pesquisadores contemporâneos.

a teoria psicológica dos traços livres

como um grande introvertido como o professor little consegue falar em público de forma tão eficaz. a resposta, diz ele, é simples, e tem a ver com um novo ramo da psicologia que ele criou, chamado teoria do traço livre. little acredita que traços fixos e traços livres coexistem. de acordo com a teoria, nascemos e somos culturalmente imbuídos de certos traços de personalidade — a introversão, por exemplo —, mas podemos e realmente agimos fora desses caracteres a serviço “de projetos pessoais essenciais”.

em outras palavras, introvertidos são capazes de agir como extrovertidos pelo bem de um trabalho que considerem importante, de pessoas que amem ou de qualquer coisa a que deem um alto valor. a teoria do traço livre explica por que um introvertido pode dar uma festa surpresa para sua esposa extrovertida ou se juntar à associação de pais e alunos da escola de sua filha.

quando as pessoas sabem adotar traços livres, pode ser difícil acreditar que estejam agindo fora de seu caráter. ss alunos de little geralmente ficam incrédulos quando ele clama ser um introvertido. mas little está longe de ser o único; muitas pessoas, principalmente aquelas em posições de liderança, adotam um certo nível de extroversão fingida.

de fato, os que mais se automonitoram (automonitorados constantes) tendem a ser bons em produzir o efeito e a emoção desejados em dada situação social — eles também se sentem menos estressados ao fazer isso.

quando de fato vai a festas de outras pessoas, edgar se esforça ao máximo para desempenhar seu papel. “Durante toda a faculdade, e até mesmo recentemente, antes de ir a um jantar ou a uma festa, fazia um cartão com entre três e cinco anedotas relevantes e divertidas.

elas surgem ao longo do dia — se algo me ocorresse, eu anotava.

então, no jantar, espero por uma deixa e as lanço. às vezes eu tinha que ir ao banheiro e pegar meus cartões para me lembrar das historinhas.”

mas, com o tempo, edgar parou de levar cartões a jantares. ele ainda se considera um introvertido, mas entrou tão profundamente em seu papel de extrovertido que contar anedotas passou a ser algo que ocorre naturalmente a ele.

de fato, os que mais se automonitoram tendem a ser bons em produzir o efeito e a emoção desejados em dada situação social — eles também se sentem menos estressados ao fazer isso.

já os automonitoradores esporádicos baseiam seu comportamento no próprio compasso interior. eles possuem um repertório menor de comportamentos e máscaras sociais à disposição. são menos sensíveis a pistas situacionais, como quantas anedotas espera-se que você conte em um jantar, e são menos interessados em desempenhar papéis, mesmo quando sabem quais são as pistas.

é como se automonitoradores esporádicos (AME) e automonitoradores constantes (AMC) atuassem para públicos diferentes, disse Snyder: um interior e outro exterior.

se quer saber com que frequência você é um automonitorador, aqui vão algumas perguntas da escala de automonitoramento de Snyder:

  1. quando está incerto sobre como agir em uma situação social, você observa o comportamento dos outros em busca de pistas?
  2. você frequentemente pede conselhos de amigos para escolher livros, filmes, música?
  3. em situações diferentes e com pessoas diferentes, você age de formas diferentes com frequência?
  4. você acha fácil imitar outras pessoas?
  5. você consegue olhar alguém nos olhos e dizer uma mentira com a cara limpa se for por uma boa causa?
  6. você já enganou pessoas sendo amigável quando na verdade não gostava delas?
  7. você faz um show para impressionar ou divertir as pessoas?
  8. às vezes, os outros acham que você está sentindo emoções mais profundas do que realmente está?

uma maior quantidade de “sim” a essas questões corresponde a uma grande frequência com que você se automonitora.

agora faça as seguintes perguntas a si mesmo para saber sua frequência de automonitoramento:

  1. o seu comportamento geralmente é a expressão de seus verdadeiros sentimentos, atitudes e crenças interiores?
  2. você acha que só consegue defender ideias nas quais realmente acredita?
  3. você se recusaria a mudar sua opinião, ou o jeito como faz as coisas, para agradar alguém ou receber um favor?
  4. você tende a não gostar de jogos como charadas ou atuações de improviso?
  5. você tem dificuldade em mudar de comportamento para se adaptar a pessoas diferentes e situações diferentes?

uma maior quantidade de “sim” a essas questões corresponde a uma menor frequência com que você se automonitora.

a autora levou quase uma década para entender que o trabalhar como advogada nunca foi seu projeto pessoal. hoje ela afirma sem hesitar o que é: marido, filhos, escrever e promover os valores deste livro.

quando percebeu isso, fez a mudança. hoje ela olha para os anos que passei como advogada de Wall Street como um tempo passado em um país estrangeiro. foi interessante, foi empolgante, e conheceu muitas pessoas interessantes que nunca teria conhecido de outra maneira. mas ela nunca se sentiu plena.

história de um introvertido AMC amigo da autora

“considere, por exemplo, o Alex, diretor de uma empresa de serviços financeiros, experiente na socialização, que aceitou dar uma entrevista franca sob a condição de que o anonimato fosse mantido.

alex disse que a extroversão fingida foi algo que ensinou a si mesmo na sétima série, quando decidiu que alguns colegas estavam tirando vantagem dele. “eu era a pessoa mais legal que você já quisera conhecer”, lembra alex, “mas o mundo não era assim.

o problema é que, se você fosse apenas uma boa pessoa, você seria subjugado. recusei-me a levar uma vida em que as pessoas poderiam fazer isso comigo. eu pensei: ‘ok, o que a política daqui recomenda?’

e só havia uma coisa, realmente. eu precisava dominar as pessoas. se eu quisesse ser uma pessoa legal, teria que controlar a escola”.

mas como chegar de A a B?

“estudei a dinâmica social, garanto que mais do que qualquer um que você conheça”, disse alex. ele observou a maneira como as pessoas falavam, a maneira como andavam — principalmente posições de dominação masculina.

ajustou sua própria persona, o que permitiu que continuasse sendo um garoto fundamentalmente doce e tímido, mas sem que os outros tirassem vantagem dele.

“diante de qualquer situação difícil em que poderia ser subjugado, eu dizia para mim mesmo: ‘Preciso aprender a fazer isso.’ então agora estou moldado para a guerra.

porque assim as pessoas não ferram você.” alex também tirou vantagem de suas forças naturais. “aprendi que garotos basicamente só fazem uma coisa: eles caçam meninas. eles as conquistam, eles as perdem, eles falam sobre elas.

eu pensei: ‘isso é complicado. eu realmente gosto de meninas.’ é daí que vem a intimidade. então em vez de sentar e falar sobre meninas, eu passei a conhecê-las. usei os relacionamentos com meninas, mais a habilidade em esportes, para dominar meus colegas da escola.

ah, e de vez em quando você tem que bater em alguém.

eu também fiz isso.”

atualmente alex tem um comportamento informal, afável, relaxado. nunca o vi de mau humor. mas você verá seu lado belicoso se tentar chateá-lo em uma negociação.

e verá seu eu introvertido se tentar marcar um jantar com ele. “

“eu poderia passar anos sem ter nenhum amigo a não ser minha esposa e meus filhos”, diz ele.

(alex falando com a autora)

“olhe para nós. você é uma das minhas melhores amigas e quantas vezes nós nos falamos — quando você me liga! eu não gosto de socializar. meu sonho é viver da terra em um terreno de quatrocentos hectares com a minha família. você nunca verá um grupo de amigos nesse sonho. por isso, não importa o que você veja na minha persona pública, eu sou um introvertido.

comportamento social

segundo o livro o poder dos quietos da susan cain, nossas personalidades também moldam nossos estilos sociais.

as pessoas extrovertidas são aquelas que darão vida ao jantar entre amigos e rirão generosamente de suas piadas.

eles tendem a ser assertivas, dominantes e necessitam muito de companhia.

pensam em voz alta e rapidamente; preferem falar a escutar, raramente se encontram sem palavras e ocasionalmente vomitam palavras que nunca quiseram dizer.

sentem-se confortáveis em conflitos, mas não com a solidão.

os extrovertidos parecem ser mais suscetíveis do que os introvertidos aos desejos pela busca de recompensa do cérebro antigo.

de fato, alguns cientistas estão começando a explorar a ideia de que a sensibilidade à recompensa não é apenas uma característica interessante da introversão; ela é o que faz um extrovertido ser extrovertido.

em outras palavras, extrovertidos são caracterizados pela sua tendência a procurar recompensas, desde o dinheiro até os prazeres sexuais.

os extrovertidos têm maior tendência a utilizar abordagens rápidas e descuidadas na resolução de problemas, trocando precisão por velocidade, cometendo um número cada vez maior de erros durante o processo e abandonando o barco quando o problema parece difícil demais ou frustrante.

já os introvertidos pensam antes de agir, digerem toda a informação, passam mais tempo na tarefa, desistem menos facilmente e trabalham com maior precisão.

podem ter várias habilidades sociais e gostar de festas e reuniões de negócios, mas depois de um tempo desejam estar em casa de pijamas.

eles preferem devotar suas energias sociais aos amigos íntimos, colegas e família.

ouvem mais do que falam e muitas vezes sentem que se exprimem melhor escrevendo do que falando.

tendem a não gostar de conflitos. muitos têm horror a jogar conversa fora, mas gostam de discussões profundas.

introvertidos e extrovertidos também dirigem sua atenção de formas diferentes: se você deixá-los com seus próprios recursos, os introvertidos tendem a se sentar pensando nas coisas, imaginando, relembrando acontecimentos do passado e fazendo planos para o futuro.

os extrovertidos têm maior tendência a se concentrar no que está acontecendo a sua volta. é como se os extrovertidos vissem o que a coisa “é”, enquanto os introvertidos perguntam-se “e se”.

e introversão e as mídias sociais

as mídias sociais têm construído novas formas de liderança para as pessoas que não de encaixam nos moldes da Harvard Business School.

elas nos dão o controle que não temos ao socializar na vida real: a tela é uma barreira entre nós e o mundo.

alguns estudos têm mostrado que os introvertidos tendem – mais do que os extrovertidos – a expressar na internet fatos íntimos que sua família e amigos se surpreenderiam ao ler.

eles acolhem a oportunidade de comunicar-se digitalmente. a mesma pessoa que jamais levantaria a mão em uma sala de aula com duzentas pessoas pode escrever um blog para duas mil, ou dois milhões, sem pensar duas vezes.

a mesma pessoa que acha difícil falar na frente de estranhos pode estabelecer uma presença virtual e a partir daí estender esses relacionamentos para o mundo real.

a introversão nos estudos

falta de inclinação dos introvertidos a acelerar não é apenas uma proteção contra riscos, de acordo com o livro o poder dos quietos da susan cain. na verdade, isso também é uma vantagem quando se trata de tarefas intelectuais. aqui estão algumas das coisas que sabemos sobre a performance relativa de introvertidos e extrovertidos na resolução de problemas complexos:

extrovertidos tiram melhores notas do que os introvertidos nos primeiros anos de escola, mas os introvertidos superam os extrovertidos no ensino médio.

no nível universitário, a introversão indica que sua performance acadêmica é melhor que sua capacidade cognitiva. um estudo testou o conhecimento de 141 universitários em vinte diferentes matérias, de arte a astronomia e estatística, e descobriu que introvertidos sabiam mais do que extrovertidos em todas elas.

pessoas extrovertidas recebem uma quantidade desproporcional de diplomas de graduação, posições de finalistas para bolsas de estudos, entre outros méritos.

eles têm melhor performance que as extrovertidas no teste Watson-Glaser de pensamento crítico, uma avaliação amplamente utilizada nos negócios para contratações e promoções.

apesar disso, quem tem introversão não é mais inteligente do que tem extroversão. de acordo com testes de Q.I., os dois tipos são igualmente inteligentes.

e em muitos tipos de tarefas, particularmente aquelas desempenhadas sob pressão temporal, social ou que envolvem fazer várias coisas ao mesmo tempo, os extrovertidos se saem melhor. geralmente são melhores que introvertidos ao lidar com excesso de informação.

a reflexão dos introvertidos utiliza muito da capacidade cognitiva, de acordo com Joseph Newman. ele diz que em qualquer tarefa, “se tivermos 100% de capacidade cognitiva, um introvertido aplicará apenas 75% na tarefa e 25% fora dela, enquanto um extrovertido pode investir 90% na tarefa”.

justamente em razão dessa tendência que eu me declarei como procrastinador lá na minha página de perfil. me preocupo bastante não só na tarefa em si, mas a forma como a estou fazendo (organização).

isso porque a maioria das tarefas é dirigida a objetivos. os extrovertidos parecem alocar a maior parte de sua capacidade cognitiva em um objetivo iminente, enquanto os introvertidos usam sua capacidade para monitorar como a tarefa está sendo desempenhada.

a introversão nos relacionamentos

se introvertidos e extrovertidos são o norte e o sul do temperamento — pontos opostos de um único espectro —, então como é possível que eles se entendam?

na verdade, os dois tipos são frequentemente atraídos um pelo outro — na amizade, nos negócios e especialmente no romance. esses casais podem desfrutar de grande atração e admiração mútua, a sensação de que um completa o outro.

um tende a escutar, o outro, a falar; um é sensível à beleza, mas também às contrariedades, enquanto o outro passa seus dias despreocupadamente; um paga as contas e o outro organiza a brincadeira das crianças.

mas isso também pode causar problemas quando os membros dessas uniões vão em direções opostas.

greg e emily são um exemplo de casal introvertido-extrovertido que amam e enlouquecem um ao outro na mesma medida.

quando emily baixa a voz e abranda suas emoções durante as brigas com greg, ela acha que está sendo respeitosa ao não deixar transparecer seus sentimentos negativos.

mas greg acha que ela está se distanciando, ou pior, que ela não dá a mínima. do mesmo modo, quando greg libera sua raiva, ele presume que emily sente, como ele, que isso é uma expressão saudável e honesta de sua relação profundamente comprometida. mas para emily, é como se greg tivesse repentinamente se voltado contra.

quantas festas para amigos dar em casa passou a ser um dos motivos de briga entre o casal. emily queria o mínimo possível (ou nenhuma seria tudo bem) e greg queria praticamente todo fim de semana.

foi apenas quando aceitaram os estilos diferentes de conversa que Greg e Emily preferiam que eles encontraram uma forma de quebrar o impasse.

em vez de focar no número de jantares que dariam, eles começaram a falar sobre o formato das festas. Em vez de todos sentados ao redor de uma grande mesa, o que requereria o tipo de conversa multitarefa que emily tanto detesta, por que não servir o jantar em bufê, com as pessoas se sentando em pequenos e casuais grupos nos sofás e almofadas no chão?

isso permitiria que Greg gravitasse para seu local habitual no centro da sala e emily para o seu, nas bordas, onde ela poderia ter o tipo de conversa íntima de que gosta.

com a questão resolvida, o casal agora está livre para abordar a questão mais espinhosa de quantas festas dar. depois de um cabo de guerra, eles concordaram em duas noites por mês — 24 jantares por ano, em vez de 52.

emily ainda não espera ansiosamente por esses eventos. mas ela às vezes gosta deles, apesar de si mesma. e greg pode ser o anfitrião das noites de que tanto gosta, mantendo-se leal a sua identidade e estando com a pessoa que ele mais adora — tudo ao mesmo tempo.

profissões para pessoas introvertidas

muitos psicólogos também concordam que introvertidos e extrovertidos trabalham de forma diferente.

extrovertidos tendem a terminar tarefas rapidamente. eles tomam decisões rápidas (e às vezes drásticas) e se sentem confortáveis com muitas tarefas ao mesmo tempo e ao correr riscos. gostam da “excitação da caça” por recompensas como dinheiro e status. introvertidos muitas vezes trabalham de forma mais lenta e ponderada. eles gostam de focar em uma tarefa de cada vez e podem ter um grande poder de concentração. são relativamente imunes às tentações da fama e fortuna.

a maioria dos inventores e engenheiros são tímidos e trabalham dentro de suas cabeças. quase como artistas. na verdade, os melhores deles são artistas. e artistas trabalham melhor sozinhos quando podem controlar o design de uma invenção sem um monte de outras pessoas esboçando-os para o marketing ou algum outro comitê.

se você é o raro engenheiro que é um inventor e também um artista, vou lhe dar um conselho que pode ser difícil de seguir. o conselho é: trabalhe sozinho. você estará mais equipado para esboçar produtos e traços revolucionários se estiver trabalhando sozinho. não em um comitê. não em uma equipe. introvertidos preferem trabalhar de forma independente, e a solidão pode ser um catalisador da inovação.

os introvertidos na liderança

“entre os mais eficientes líderes que encontrei e com quem trabalhei em meio século”, escreveu o guru da administração peter drucker, “alguns se trancavam em seus escritórios e outros eram ultrassociáveis. alguns eram rápidos e impulsivos, outros estudavam a situação e levavam um tempão para tomar uma decisão…

mas quando analisou o que as companhias de alta performance tinham em comum, a natureza de seus presidentes executivos saltou aos olhos: todas elas eram lideradas por homens modestos como darwin smith. aqueles que trabalhavam com esses líderes tendiam a descrevê-los com as seguintes palavras: quieto, humilde, modesto, reservado, tímido, gentil, de modos suaves, reticentes. a lição, segundo collins, é clara. não precisamos de personalidades gigantes para transformar nossas empresas. precisamos de líderes que constroem não o próprio ego, mas a instituição que administram.

esse homem perdia o foco quando interagia demais com pessoas, então ele criava tempo livre para pensar e recarregar.

grant diz que faz sentido que introvertidos só sejam bons em liderar aqueles que tomam a iniciativa. devido a sua inclinação a ouvir os outros e à falta de interesse em dominar situações sociais, introvertidos tendem a ouvir mais e a implementar sugestões.

al gore, exemplo de introvertido precisa descansar depois de um evento. ele reconhece que suas habilidades não são úteis no palanque e nos discursos. “a maioria das pessoas na política tira energia de tapinhas nas costas, apertos de mão, esse tipo de coisa”, disse ele. “eu tiro energia de discutir ideias.”

carreira para introvertidos

nem sempre é tão fácil identificar nossos projetos pessoais essenciais. e isso pode ser difícil principalmente para os introvertidos, que passam tanto de suas vidas agindo de acordo com normas extrovertidas que, ao chegar a hora de escolher uma carreira, ou uma vocação, parece perfeitamente normal ignorar as próprias preferências.

eles podem se sentir desconfortáveis na faculdade de direito e de enfermagem ou no departamento de marketing, mas não mais do que se sentiam no colégio ou na colônia de férias.

a autora percebeu que no vale do silício, nenhum dos principais executivos é asiático.

eles contratam alguém que não sabe muito sobre negócios, mas que é capaz de fazer uma boa apresentação.

um engenheiro de software disse a ela o quão negligenciado se sentia no trabalho em comparação com outras pessoas, especialmente as de origem europeia e que falavam sem pensar.

na china, disse ele, “se você for quieto, é visto como inteligente.

nos eua é completamente diferente. as pessoas gostam de falar. mesmo quando têm uma ideia não completamente madura, as pessoas falam. se eu fosse mais comunicativo, meu trabalho seria muito mais reconhecido. mesmo que o diretor goste de mim, ele ainda não sabe que fiz um trabalho tão maravilhoso”.

não é uma grande ironia que os introvertidos, que são os principais defensores do mantra ‘it’s all about people’ (as pessoas são o centro de tudo) não sejam tão amantes de encontros com grandes grupos de pessoas na vida real?

introvertidos no mundo de vendas

jon transformou sua preferência por conversas sérias, em assumir um papel de conselheiro, em uma espécie de terapia para clientes em potencial, ao invés de ir pelo caminho convencional da pura persuasão, típica do profissional de vendas.

“descobri cedo que as pessoas não compravam de mim porque entendiam o que eu estava vendendo”, “mas porque elas se sentiam compreendidas”.

jon também se beneficia de sua tendência natural a fazer várias perguntas e a ouvir com atenção as respostas.

“cheguei a um ponto em que eu podia entrar na casa de alguém e em vez de tentar vender-lhe facas eu fazia uma centena de perguntas seguidas. eu podia administrar toda a conversa só fazendo as perguntas certas.

em seu negócio de treinamento, ele faz a mesma coisa.

“eu tento sintonizar a estação da pessoa com quem estou trabalhando. presto atenção na energia que ela está exalando. para mim é fácil fazer isso, pois fico muito com meus pensamentos, de qualquer jeito.”

mas ser vendedor não requer a habilidade de deixar as pessoas empolgadas, animadas?

“muitas pessoas acreditam que vender requer falar rápido ou saber usar o carisma para persuadir. essas coisas de fato requerem um modo extrovertido de comunicação.

mas no setor de vendas há um ditado que diz:

temos duas orelhas e uma boca, e devemos usá-las proporcionalmente. acredito que é isso que faz alguém realmente ser bom em vendas ou consultoria — a primeira coisa é que elas têm que ouvir muito bem. quando olho para os melhores vendedores na minha empresa, nenhuma dessas qualidades extrovertidas é a chave de seu sucesso.

a importância da solidão para os introvertidos

o que é tão mágico na solidão?

em vários campos, é apenas quando se está sozinho que se pode investir na prática deliberada, que ericsson identificou como chave para as conquistas excepcionais.

quando você pratica deliberadamente, identifica as tarefas ou conhecimentos que estão fora do seu alcance, luta para melhorar sua performance, monitora seu progresso e se corrige de acordo com isso tudo.

por que o brainstorming não funciona (e para extrovertidos também)

para osborn, a solução não era que seus funcionários trabalhassem sozinhos, mas remover a ameaça de crítica do trabalho em grupo.

ele inventou o conceito de brainstorming, um processo no qual membros de um grupo geram ideias em uma atmosfera não crítica.

o brainstorming tem 5 regras:

  1. não julgue ou critique ideias.
  2. seja livre.
  3. quanto mais louca a ideia, melhor.
  4. vá pela quantidade. quanto mais ideias, melhor.
  5. construa em cima de ideias de outros membros do grupo.

osborn acreditava apaixonadamente que grupos — uma vez libertos das algemas do julgamento social — produziam mais e melhores ideias do que indivíduos trabalhando sozinhos, e fez grandes defesas de seu método favorito.

os psicólogos geralmente oferecem 3 explicações para o fracasso do brainstorming em grupo.

  1. a primeira é o ócio social: alguns indivíduos relaxam e deixam os outros fazerem o trabalho.
  2. o segundo é o bloqueio produtivo: só uma pessoa pode falar ou produzir uma ideia por vez, enquanto os outros membros do grupo são forçados a permanecer passivos.
  3. e a terceira é a apreensão avaliativa, que significa o medo de parecer burro na frente dos colegas.

estou sugerindo que o caminho para o avanço não é parar com as interações frente a frente, mas refinar a forma como as fazemos.

devemos, por exemplo, procurar, de forma ativa, relações simbioticamente introvertidas e extrovertidas, nas quais a liderança e outras tarefas são divididas de acordo com as capacidades e temperamentos naturais das pessoas.

as equipes mais eficientes são compostas por uma mistura saudável de introvertidos e extrovertidos, como mostram estudos, assim como muitas estruturas de liderança.

também precisamos criar cenários onde as pessoas se sintam livres para circular em um caleidoscópio mutável de interações e desaparecer em seus espaços de trabalho privados quando quiserem se concentrar ou simplesmente ficar sozinhas.

nossas escolas devem ensinar às crianças a habilidade de trabalhar em grupo — o ensino cooperativo pode ser eficaz quando praticado bem e com moderação —, mas também deve proporcionar o tempo e o treinamento de que precisam para praticar deliberadamente sozinhas.

organize sua vida ao redor do seu ponto doce

em um conhecido experimento que data de 1967 e ainda é um dos favoritos nas aulas de psicologia, eysenck colocou suco de limão na língua de adultos introvertidos e extrovertidos para descobrir quem salivava mais. com certeza, os introvertidos, sendo mais suscetíveis a estímulos sensoriais, eram aqueles com a boca cheia d’água.

em outro famoso experimento, pedia-se que introvertidos e extrovertidos jogassem um desafiador jogo de palavras no qual tinham que aprender, através de tentativa e erro, o princípio do jogo.

enquanto jogavam, eles usavam fones de ouvido que emitiam sons aleatórios. pedia-se que ajustassem o volume desses fones ao nível que lhes parecesse “certo”. em média, os extrovertidos escolheram um nível de som de 72 decibéis enquanto os introvertidos optaram por apenas 55 decibéis.

quando trabalhavam no volume que tinham selecionado — alto para os extrovertidos, baixo para os introvertidos —, os dois tipos eram estimulados praticamente no mesmo nível (como foi medido por suas taxas cardíacas e outros indicadores). eles também jogaram igualmente

quando se pediu que os introvertidos trabalhassem no nível de som dos extrovertidos e vice-versa, tudo mudou. os introvertidos não só foram superestimulados pelo som alto, como também tiveram uma performance inferior — com uma média de 9,1 tentativas em vez de 5,8 para aprender o jogo.

o oposto valeu para os extrovertidos — eles ficaram subestimulados (e possivelmente entediados) por condições mais tranquilas e tiveram uma média de 7,3 tentativas, comparada à de 5,4 sob condições mais agitadas.

quando combinada com as descobertas de kagan sobre a alta reatividade, essa linha de estudo oferece uma poderosa lente através da qual podemos ver nossas personalidades. uma vez que você entende a introversão e a extroversão como preferências por certos níveis de estímulo, você pode começar a tentar conscientemente se situar em ambientes favoráveis à sua própria personalidade — nem superestimulante, nem subestimulante, nem entediante, nem causador de ansiedade.

você pode organizar sua vida de acordo com o que psicólogos da personalidade chamam de “níveis ótimos de estimulação” e do que a autora chama de “pontos doces”, sentindo-se assim mais vivo e cheio de energia do que antes.

imagine o quanto você pode ser melhor nesse jogo do ponto doce se tiver consciência de que o está jogando. você pode organizar seu trabalho, seus hobbies e sua vida social para passar o máximo de tempo possível em seu ponto doce. pessoas que estão cientes de seu ponto doce têm o poder de deixar um emprego que as exaure e começar um negócio novo e satisfatório.

construa nichos restauradores

a melhor maneira de se comportar fora do caráter é permanecer fiel a si mesmo o máximo possível — comece criando tantos “nichos restauradores” quanto puder em seu dia a dia.

nicho restaurador” é o termo de little para o lugar ao qual você pode ir quando quiser retornar ao seu verdadeiro eu. pode ser um local físico, como as margens do rio richelieu, ou temporal, como as pausas silenciosas que você planeja fazer entre as ligações de vendas.

pode significar cancelar seus planos sociais para o fim de semana antes de uma reunião importante no trabalho, praticar yoga ou meditação ou escolher se comunicar por e-mail em vez de pessoalmente.

estaríamos todos em melhor situação se, antes de aceitar um novo emprego, se avaliássemos a presença ou ausência de nichos restauradores com tanto cuidado quanto consideramos a política de licenças ou plano de saúde.

introvertidos deveriam perguntar a si mesmos: este emprego irá me permitir passar tempo em atividades dentro do meu caráter, como por exemplo ler, desenvolver estratégias, escrever e pesquisar?

terei um espaço de trabalho privado ou estarei sujeito às constantes demandas de um escritório aberto?

se o trabalho não me der nichos restauradores suficientes, terei tempo o bastante à noite e nos fins de semana para garanti-los a mim mesmo?

extrovertidos também vão querer procurar por nichos restauradores.

o trabalho envolverá falar, viajar e conhecer pessoas novas? o espaço do escritório será estimulante o suficiente? se o trabalho não for perfeito, os horários serão flexíveis o bastante para que eu possa me soltar depois do expediente? considere com cuidado a descrição do trabalho.

naturalmente, little começou a se sentir desgastado, não apenas mentalmente, mas também fisicamente. não importa. ele amava seus alunos, amava sua área, amava aquilo tudo.

até o dia em que acabou em um consultório médico com um caso de pneumonia dupla que ele estivera ocupado demais para notar. sua esposa o arrastara até ali contra a sua vontade, o que foi bom. de acordo com os médicos, se ela tivesse esperado muito mais, ele teria morrido.

uma pneumonia dupla e uma vida com excesso de tarefas podem acontecer a qualquer um, é claro, mas para little aquilo era o resultado de agir fora de seu caráter durante muito tempo e sem nichos restauradores suficientes.

quando sua consciência o impele a fazer mais coisas do que pode aguentar, você começa a perder o interesse, mesmo em tarefas nas quais você normalmente se engajaria. você também pode pôr em risco sua saúde física.

“trabalho emocional”, que é o esforço que fazemos para controlar e mudar nossas emoções, é associado ao estresse, ao desgaste e mesmo a sintomas físicos como o aumento de doenças cardiovasculares.

little acredita que agir por muito tempo fora de seu caráter pode também aumentar a atividade do sistema nervoso autônomo, o que pode, por sua vez, comprometer o sistema imunológico.

curiosidade: de onde vem o termo “cool ” do inglês

a descrição de tais personagens como “de pele fina” é feita para ser metafórica, mas acaba sendo bastante literal. entre os testes que pesquisadores utilizam para medir traços da personalidade estão os testes de condutibilidade da pele, que registram o quanto as pessoas suam em resposta a sons, fortes emoções e outros estímulos.

introvertidos altamente reativos suam mais; extrovertidos de baixa reatividade suam menos. a pele desses últimos é literalmente “mais grossa”, mais impermeável a estímulos, mais fria ao toque.

de acordo com alguns cientistas com a autora falou, é daí que vem, em inglês, a noção de ser socialmente “cool” (que tanto significa “descolado” quanto “frio”); quanto menor sua reatividade, mais fria a sua pele e mais descolado você é.

os sociopatas estão no extremo do termômetro de frieza, com níveis extremamente baixos de estímulo, condutibilidade da pele e ansiedade. há algumas evidências de que eles têm amígdalas danificadas.

a liderança do tipo água também funciona

em culturas asiáticas, “muitas vezes há uma maneira sutil de conseguir o que você quer – liderança “pela água em vez de pelo fogo”. nem sempre é agressiva, mas pode ser muito determinada e habilidosa. no final, muito é conquistado por causa disso. o poder agressivo o abate, o poder suave, o soft power, faz você vencer”.

suas habilidades de comunicação são suficientes para transmitir a mensagem que desejam, mas sua real força vem do conteúdo.

“a longo prazo”, “se a ideia for boa, as pessoas mudam, de acordo com as experiênicas reunidas no livro o poder dos quietos da susan cain.

se a causa for justa e você puser seu coração nela, é quase uma lei universal: irá atrair pessoas que querem compartilhar sua causa. o soft power é a persistência silenciosa.

exemplo disso são os famosos introvertidos que admiramos na história: Madre Teresa, Buda, Gandhi.

gandhi era um homem essencialmente tímido e quieto. quando criança, tinha medo de tudo: ladrões, fantasmas, cobras, escuro e, principalmente, outras pessoas. ele se enterrava nos livros e corria da escola para casa assim que as aulas acabavam, por medo de ter que falar com alguém.

mesmo quando jovem, eleito pela primeira vez para uma posição de liderança como membro do comitê executivo da sociedade vegetariana, ele ia a todas as reuniões, mas era tímido demais para falar.

quando ocorria uma disputa política no comitê, gandhi tinha opiniões firmes, mas sentia medo demais de verbalizá-las. ele escrevia seus pensamentos, com a intenção de lê-los em voz alta na reunião. mas no fim das contas, ele sentia medo demais até para fazer isso.com o tempo, gandhi aprendeu a administrar sua timidez, mas nunca a superou totalmente.

ele não conseguia falar de improviso; evitava fazer discursos sempre que possível. Mesmo em seus últimos anos, ele escreveu: “eu não acho que conseguiria ou sequer estaria inclinado a manter um grupo de amigos engajado em uma conversa.”

“formei naturalmente o hábito de controlar meus pensamentos. uma palavra impensada dificilmente escapou da minha língua ou caneta. a experiência ensinou-me que o silêncio é parte da disciplina espiritual de um devoto da verdade. encontramos várias pessoas impacientes para falar. toda essa falação dificilmente pode trazer qualquer benefício para o mundo. é muita perda de tempo. minha timidez tem sido na verdade meu abrigo e escudo. ela me permitiu crescer. ela me ajudou em meu discernimento da verdade. ” – gandhi

conselho aos pais de crianças introvertidas

se seu filho preferir trabalho autônomo e socializar com uma pessoa de cada vez, não há nada de errado com ele; ele apenas não se ajusta ao modelo dominante.

o objetivo da escola deve ser preparar as crianças para o resto de suas vidas, mas, com bastante frequência, as crianças precisam estar preparadas é para sobreviver à própria escola.

e aqui vão alguns pensamentos para os pais.

se você tem a sorte de poder escolher a escola de seu filho, seja pública, seja privada, você deve procurar um lugar que:

  • valorize interesses independentes e enfatize a autonomia
  • conduza atividades de grupo com moderação e em grupos pequenos e cuidadosamente administrados
  • valorize a gentileza, o acolhimento, a empatia e a cidadania
  • insista em salas de aula e corredores ordenados
  • seja organizada em turmas quietas e pequenas
  • escolha professores que pareçam entender temperamentos tímidos/ sérios/ introvertidos/ sensíveis
  • foque as atividades acadêmicas/ esportivas/ extracurriculares em matérias que sejam particularmente interessantes para seu filho
  • insista bastante em um programa antibullying
  • enfatize uma cultura tolerante e realista
  • atraia colegas de mentalidade parecida, por exemplo, crianças intelectuais, artísticas ou atléticas, dependendo da preferência de seu filho.

incentive seu filho a tomar a iniciativa e a pedir para si a responsabilidade de tomar notas, desenhar ou o que quer que lhe interesse mais.

ao mesmo tempo, lhe dê o conselho de que contribuir mais cedo para a discussão é muito mais fácil do que esperar até que todo mundo tenha falado, pois a tensão aumentará enquanto ele espera sua vez.

é de fundamental importância para seu desenvolvimento que ele tenha uma ou duas amizades sólidas, dizem os especialistas em desenvolvimento infantil, mas ser popular não é necessário.

conclusão do livro o poder dos quietos da susan cain

o segredo da vida é colocar a si mesmo sob a luz certa.

para alguns são os holofotes da Broadway; para outros, uma escrivaninha iluminada. use seus poderes naturais — a persistência, a concentração, o discernimento e a sensibilidade — para fazer um trabalho que você ama e com o qual se importa.

resolva problemas, faça arte, pense profundamente.

deixe seu emprego de âncora na TV e se forme em biblioteconomia. mas se ser um âncora de TV for a sua paixão, então crie uma persona extrovertida para enfrentar o dia.

  • fique em casa no ano-novo se é o que o deixa feliz.
  • falte a uma reunião de comitê.
  • atravesse a rua para evitar conversar banalidades com conhecidos aleatórios.
  • leia. cozinhe. Corra.
  • escreva uma história.
  • faça um acordo consigo mesmo de que irá a um certo número de eventos sociais em troca de não se sentir culpado quando resolver faltar.

na verdade, seu maior desafio pode ser domar completamente suas forças.

você pode estar tão ocupado tentando parecer um extrovertido espirituoso e sensível a recompensas que subvaloriza seus próprios talentos ou se sente subestimado por aqueles ao seu redor.

então, mantenha-se verdadeiro em relação à sua própria natureza. se você gosta de fazer as coisas de um jeito lento e constante, não deixe os outros fazerem com que você sinta que precisa se apressar.

ideias & notas soltas do livro o poder dos quietos

o prazer surge na fronteira entre o tédio e a ansiedade, quando os desafios estão equilibrados com a capacidade da pessoa de agir. — Mihaly Csikszentmihalyi

apresentações eram uma fonte de sofrimento para esther, não porque ela tivesse medo de falar em público, mas porque ela não se sentia à vontade falando de improviso.

os colegas de esther, ao contrário — todos extrovertidos — eram falantes espontâneos que decidiam o que falar no caminho para a apresentação e que de alguma forma conseguiam transmitir seus pensamentos de forma inteligível e cativante quando chegava a hora. “

piadas de introvertido

finlândia é um país famoso por sua introversão.

piada finlandesa: como saber que um finlandês gosta de você?

se ele estiver olhando para o seu sapato em vez do dele.

citações

“não é que eu seja tão inteligente”, disse Einstein, que era um perfeito introvertido. “é que passo mais tempo com os problemas.” Einstein

“por que tanta gente acredita que precisa copiar modelos, em vez de tentar ser um modelo para si mesmo?” – Max Geringher

e aí?

se enxergou ou lembrou de alguém com alguma das características de introversão do livro o poder dos quietos da susan cain?

se quiser continuar explorando o livro, aqui vão 2 opções:

no mais, vamos trocar figurinhas nos comentários?

em todo caso, acho que também vai gostar de ler propósito, a arte de viver e em busca de sentido.

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