bio

Engenheiro químico de formação, tomei gosto pela leitura aos 15 anos, quando comecei a ensaiar os primeiros passos da minha jornada aprendedora.

Isso foi crucial para que, durante a graduação, conseguisse ganhar bolsas de estudo para os Estados Unidos, México e Canadá.

A experiência no exterior me fez revisar o foco profissional e, desde então, passei a estudar e trabalhar com marketing digital para – entre outras motivações – poder viajar o mundo e desenvolver meu propósito ao mesmo tempo.

Já trabalhei como freelancer em marketing digital, consultor de inbound marketing e analista de RH na Resultados Digitais, a maior empresa de Marketing Digital da América Latina.

Em termos gerais, minha busca é por sabedoria, felicidade e liberdade através do aprendedorismo e no caminho, trocar experiências com pessoas que buscam viver o estilo de vida aprendedor, que é o meu propósito e “porquê” deste blog existir.

história estendida

Nasci em Mar Grande, Ilha da Itaparica, situada cerca de 15 quilômetros no além mar da capital, Salvador.☀

Lá, eu tive uma infância muito tranquila com minha irmã Sofia e meus pais Claudemira e Santino.

Meu sonho, quando criança, era ser um ilusionista. Para mim, a ideia de que eles podiam fazer qualquer coisa aparecer do nada — principalmente biscoitos recheados — era fascinante. Outro grande sonho que tinha- e o que carrego até hoje – era o de viajar o mundo.

Meu pai era motorista de caminhão e minha mãe, dona de casa.

Eles sempre otimizaram nossa renda familiar para nossa educação para que conseguíssemos trilhar um caminho profissional baseado no conhecimento — algo que queriam para eles mesmos, mas que até então não haviam alcançado.

Até que, quando eu tinha 12 anos, nos mudamos para Ilhéus — Bahia.

Lá, conseguimos ter acesso a uma educação de melhor qualidade.

Passei minha adolescência por lá. Nessa época, era um aluno com notas médias e sofria com uma performance baixa em matemática.

Além disso, eu não gostava de ler.

Até, arrisco dizer que nem devo ter lido 10 livros dos 0–15 anos.

Simplesmente, achava uma tortura e uma baita perda de tempo.

Continuando,

Algo mágico aconteceu para mim, quando fiz 15 anos. Um ponto de inflexão em minha vida.

Eu finalmente redescobri a leitura!

Pela primeira vez, me senti profundamente interessado por um livro, sem que qualquer professor tentasse me obrigar a lê-lo durante as férias.

Peguei o gosto pela leitura e tinha vontade de ler como nunca antes, porque li um livro que conversava com minhas dúvidas e anseios que experimentava naquele momento de vida.

No meu caso, eu estava intrigado para saber o que contavam os livros de vida após a morte. Daí, eu li o livro Nosso Lar do Chico Xavier.

Bom, ter lido esse livro (tava todo orgulhoso por ter lido um livro 312 páginas, o mais extenso até então (era como se tivesse lido a Barsa completa hehe)) — foi um super gatilho mestre para a criação de um hábito muito produtivo.

Passei da marca de 0–3 livros/ano em 2005 para 3–12 livros em 2007.

Em 2015, consegui alcançar 30- 50 livros/ano, com o que estou bastante feliz!

E não parou por aí. Destaco 3 outros grandes efeitos colaterais dentre vários outros desencadeados. Foram eles:

  1. Redescobri o amor pela matemática ao ler livros que contavam a história dos matemáticos. Nisso, eu percebi que os filósofos, cujas teorias eu admirava, como Aristóteles, Sócrates e Platão, eram exímios matemáticos. Em outras palavras: meu gosto por filosofia me introduziu à matemática de um jeito bem convidativo!
  2. Minha performance no Ensino Médio melhorou drasticamente não apenas em matemática, mas em todas as disciplinas. Isso era o que precisava para perceber que eu não era intrinsecamente ruim em matemática ou em qualquer outro tema. O único detalhe era que me faltavam algumas competências — que podia simplesmente desenvolver.
  3. Comecei a desenvolver uma mentalidade de crescimento a partir disso. Desenvolvi autoconfiança e passei a acreditar que poderia ser o que quisesse na vida, afinal, passei a acreditar que qualquer pessoa normal – incluindo a mim – pode aprender e desaprender qualquer coisa, desde que tenha uma boa dose de motivação, foco e método.

O fato foi que a leitura definitivamente foi o gatilho que me afastou de vários hábitos improdutivos e mudou minha vida.

Mudou tanto, que fiquei confiante sobre a ideia de ser médico. Talvez, por duas razões principais:

  1. As maiores referências profissionais na cidade em que eu morava eram, em sua maioria, médicos.
  2. Tinha bom histórico em biologia e química na escola.

Ensino Médio terminado, hora da decisão.

Não passei no vestibular de medicina logo que me formei, provavelmente por ter deixado muita coisa de matemática escapar lá atrás.

Embora minhas notas de matemática tivessem aumentado bastante nos dois últimos anos do Ensino Médio, tinha deixado passar muitos conceitos básicos, o que se refletiu nas provas.

Então, o diagnóstico foi que ainda tinha uma deficiência em matemática para resolver.

E ter consciência disso sempre me fazia ter calafrios e lembrar do que meu professor Simão dizia:

“Não há atalhos na matemática. É um bloco de cada vez. 
Se perder alguns no meio do caminho, ela pode se tornar um pesadelo para você”. 

- Antônio Simão

Bom, eu não queria passar um ano inteiro — no cenário mais otimista — me preparando para o próximo vestibular de medicina.

Naquele momento considerei que isso não traria o maior retorno para mim, já que – apesar de super admirar a missão do profissional da saúde — não estava 100% convicto de que era o caminho que fazia mais sentido naquele momento.

Se fosse medicina o caminho, mais tarde poderia voltar para ele, afinal nunca é  tarde demais para realizarmos nossos sonhos.

Ao invés disso, decidi curar meu medo, minhas feridas na autoestima e fazer mais depósitos na minha conta de autoconfiança que seriam importantes para maiores desafios na frente.

Traduzindo, decidi fazer um curso de engenharia para aprender matemática pela dor. 

Assim, comecei o curso Bioquímica e depois migrei para Engenharia Química na UFV em Minas Gerais.

Época de Universidade…

Além de restaurar minhas habilidades em matemática, iniciei o curso superior bem focado em encontrar oportunidades de viajar o mundo através de bolsas de intercâmbio para começar a realizar o sonho.

Dessa maneira, imaginava que teria melhor claridade para saber o perseguir depois.

Então, eu otimizei o meu primeiro semestre na universidade para atingir os seguintes objetivos:

  1. Conseguir boas notas para bolsas de estudo no exterior.
  2. Conduzir pesquisa científica em bioquímica para saber se a carreira acadêmica funcionaria para mim/acumular pontos para bolsas de estudo no exterior.
  3. Ser monitor/tutor em uma disciplina para saber se gostaria de lecionar/somar mais pontos para bolsas de estudos no exterior.

Resultados

  1. Consegui boas notas classificatórias para bolsas de estudo.✔
  2. Conclui que a carreira acadêmica não era para mim naquele contexto e época específicos. ✔
  3. Percebi que eu amo dar aulas e compartilhar conhecimento durante as monitorias. ✔

Novamente, os efeitos colaterais foram desproporcionais ‼

  1. Bolsa de estudos na Universidade de Illinois, EUA
  2. Fluência em inglês
  3. Paixão pelo sul da Califórnia
  4. Bolsa de estudos na UAEM, Cuernavaca, México.
  5. Fluência em espanhol
  6. Paixão pelo caribe mexicano
  7. Estágio na Universidade de Concordia, Montreal, Canadá
  8. Fluência em língua francesa (em três meses, com a ajuda do Benny Lewis).
  9. Paixão pelo clima e cena cultural de verão de Montreal
  10. E o mais importante de tudo, fiz amigos e conexões para toda a vida

Na segunda metade do Ensino Superior⏱

Considerei que era hora de otimizar meu tempo para tentar atingir os seguintes objetivos:

  1. Conseguir um estágio na área da engenharia
  2. Conhecer o mundo do empreendedorismo

Resultados

  1. Amei o dinamismo proporcionado pelo trabalho em uma companhia.✔
  2. Trabalhei vários medos relacionados a falar em público e a expor ideias ao participar do Programa de Empreendedorismo Social da Choice. ✔✔
  3. Comecei a desenvolver disciplina financeira por contrair uma dívida de 20k no cartão de crédito da minha mãe ao administrar mal meu negócio de representação comercial e marketing de rede (hoje é engraçado, mas na hora foi dramático 😂).
  4. Apaixonei-me por marketing digital pela possibilidade de desenvolver competências, por poder compartilhá-las através do meio online e por continuar alimentando o sonho da independência geográfica.❤

Tudo isso junto me ajudou a perceber que desenvolver mais competências de marketing digital, gerenciamento de projetos e gestão dentro de empresas de tecnologia era o que fazia sentido na minha carreira naquele momento.

Ao mesmo tempo, continuar testando novas ideias como hobby continuaria sendo importante, porque, eventualmente se tornariam novas iniciativas no decorrer do caminho.

Terminando a Faculdade…

Pai, eu, irmã e mãe

Formatura : Pai, eu, irmã e mãe

Minha vida tinha seguido um curso diferente do esperado não só no lado profissional, mas também no  pessoal.

O contexto foi que comecei a fazer aulas de yoga com meu vizinho que era instrutor em troca de aulas de espanhol.

Tinha gostado das aulas, mas nada “uauu, mudou minha vida”… Fiz 2 meses, parei outros 2.

Porém, depois de ler um livro sobre o assunto (novamente o poder da leitura falando alto) percebi que o yoga fazia muito sentido no estilo de vida que eu queria seguir.

Isso porque é uma prática que posso levar na “minha mochila” em qualquer lugar do mundo.

O que me encanta no yoga é o desafio constante da noção do possível/impossível e do certo/errado. Além disso, ele me inspira na busca de compreender a vida de forma multidimensional, isto é, física, emocional, mental e espiritual.

Tudo isso, através de simples (às vezes nem tanto rs) exercícios de meditação, respiração, flexibilidade, equilíbrio e força.

A partir daí, me engajei tanto que virei instrutor de Yoga sob Mestre Arnaldo, do Shivam Yoga Ashram.

Nessa mesma época, também descobri as premissas de minimalismo, compaixão, positividade, transparência, liberdade e saúde do estilo de vida veg, que também se encaixou perfeitamente nas minhas buscas.

Sou muito grato ao Eduardo Corassa e à Rawvana pela inspiração nesse sentido!

Iniciando a carreira profissional,

Posso afirmar com todas as palavras que tive muita sorte de trabalhar na Resultados Digitais, porque tínhamos vários valores em comum.

A RD me ajudou muito a moldar meu estilo de vida aprendedor, porque é algo que ela traz muito forte em sua cultura organizacional.

Nos 2 anos e 2 meses que trabalhei lá, eu me sentia numa jornada aprendedora todos os dias, junto com pessoas sonhadoras, humildes e ambiciosas (os RDoers).

E como todo ciclo tem o seu fim, o meu havia se finalizado por lá. Depois de ser promovido, chegou um momento em que minha produtividade caiu bastante, algo que descrevo em detalhes em 5 lições que aprendi com a minha primeira demissão.  Depois de então, voltei a me dedicar aos meus projetos de escrita/blog/marketing  sob o estilo de vida nômade digital. ✈

Bom, minha história até então fica por aqui!

Estou empolgado para continuar atualizando essa página com os novos capítulos dessa jornada que acredito estar apenas no início. O mais importante é que processo por si só já está bem gostoso!

Caso queira saber o que estou estou fazendo neste momento, veja o meu agora.

E se quiser me conhecer um pouco mais, veja meu perfil.

Quer se juntar a mim nessa jornada aprendedora?

Inscreva-se gratuitamente na minha newsletter.

se cuida e tamujuntu,

mathi

 

Deixe uma resposta

  1. Cara, que história bacana… Lembrei muito da frase “Não há colheita sem plantio”… espero que continue com esse espírito de busca constante de aprendizado e desenvolvimento pessoal!

  2. Oi, Mathias!
    Eu tava revisando teu post (e da Marília) para o blog da RD e tinha um link aqui para o site. Eu não conhecia, vim dar uma olhada e acabei lendo várias páginas. Que demais, especialmente essa, sobre a tua história! 😀
    Me identifiquei demais com a parte que vc se descreve como observador, introspectivo e entendiado em reuniões sociais, além da dificuldade em encontrar um bom ajuste entre humildade e autoconfiança sem parecer arrogante ou submisso. E que engraçado como a gente muitas vezes sabe pouco sobre as pessoas com quem convivemos ou trabalhamos…
    Parabéns pelos textos, me inspirou a começar um blog que tô procrastinando a muuuito tempo. 🙂

    • Obrigado por compartilhar amiga 🙂 O Derek é um dos reis dos introspectivos, super recomendo pegar inspiração com ele https://sivers.org/ . Eu acho que essa é a magia do blog pessoal. Mostrar os mundos internos que todos nós somos de uma forma inbound. To aguardando seu blog daí! 😉

      • Uhuu pode deixar que te mando assim que colocar no ar! Não conheço o Derek não, vou dar uma olhada. O site dele lembra bastante o seu, bem lean esse formato, né? 🙂 A minha musa inspiradora da introspecção no momento é a Susan Cain, do livro O poder dos quietos. Vc já leu?

  3. Que legal sua história !!! Vou para a faculdade próximo ano. Pode me tirar umas dúvidas ? Quantos intercâmbios é possível fazer em uma graduação – em uma faculdade pública ? Você recebeu bolsas de estudo em todos eles ? E você acha que ter várias experiências culturais em outros países durante a graduação atrasa de alguma forma a conclusão do curso ?

    • opa jesse, tudo jóia 🙂

      sim, recebi bolsas em programas de convênios entre a faculdade pública que estudava e outras instituições do exterior.

      tenho a impressão de que essas regras são específicas de cada faculdade e de cada programa de intercâmbio.

      geralmente você não pode repetir o mesmo programa, mas se forem programas distintos e não tiverem restrição, você pode fazer vários – claro, respeitando o tempo de conclusão máximo do curso.

      o atraso ou não vai depender do seu planejamento. se você conseguir fazer matérias equivalentes lá fora e válida-las na sua faculdade, não haveria atraso na teoria.

      no meu caso, eu “ atrasei” 2 anos, mas não considerei isso como atraso e sim, as experiências mais ricas que tive na faculdade e que me ajudaram a ter trabalho e escolher minha profissão – que não precisa inclusive de diploma.

      aliás, minha companheira – que também se formou na mesma faculdade que eu – hoje se arrepende de ter tido pressa para se formar e não ter viajado mais, pois não conseguiu emprego logo depois que saiu da faculdade.

      esse foi o caso de vários colegas de que tenho notícia.

      logo, se você tiver claridade de como quer trabalhar depois da faculdade, isso ajuda muito.

      para as pessoas que não sabem o que querem fazer da vida – que foi o meu caso – talvez o período da faculdade seja legal para experimentar diferentes tipos de trabalho, se autoconhecer e então decidir com o aval da experiência.

      muitas vezes a gente idealiza uma profissão pelo status dela ou pelo que as pessoas dizem, mas se orientar por esses elementos pode ser bem arriscado pensando em se realizar profissionalmente.

      no meu caso, eu sempre amei computadores e hoje trabalho na internet, mas ignorei essa voz interna na escolha do curso (talvez tivesse feito mais cursos técnicos de informática até o ensino médio e me formado em engenharia de computação ou software).

      idealizava medicina e engenharia química, porque na época tinham boa reputação e boa expectativa de salário, mas eu nunca tinha acompanhado a rotina de um médico ou engenheiro químico para saber se eu me sentiria feliz fazendo aquilo, entende?

      dito e feito.

      quando entendi a rotina deles – e parei de olhar no quanto geralmente ganhavam – ficou claro que não me sentiria feliz sendo eles.

      outra coisa que não compreendia é que – para a boa parte das profissões atuais – ter diploma universitário não é decisivo.

      em geral, a universidade é muito boa para a gente aprender teorias e aumentar nossa rede de relacionamentos.

      com exceção das profissões que exigem diploma, a faculdade pode não ser o melhor uso do tempo, se o objetivo é ter uma profissão e ganhar dinheiro.

      o mercado hoje valoriza mais quem tem histórico de ter conduzido projetos de sucesso, e não um diploma.

      eu trabalhei no RH, então sei dessa realidade. ter diploma não fazia diferença, mas sim as experiências da pessoa.

      se você promete resolver algo e resolve, é isso, no final das contas, que vai fazer alguém tirar dinheiro do bolso e te pagar pelo seu serviço ou produto.

      e você, que curso pretende fazer? por que motivos? eles são baseados na sua própria experiência ou no que dizem que é? por que você quer ter uma experiência no exterior?

      no meu caso eu queria aprender inglês, espanhol e francês.

      então, 3 intercâmbios fez bastante sentido, pois demorei 1 semestre letivo para aprender a me virar em cada língua.

      enfim…

      tentaria refletir com carinho nessas perguntas, antes de decidir pela faculdade e pelos intercâmbios.

      e claro, se você tem essas perguntas respondidas, então terá uma melhor noção de quanto tempo passar no exterior.

      faz sentido pra ti?