em diários

trabalho

2018 começou bem auspicioso com o convite para trabalhar como analista de conteúdo no trello, uma empresa de que sempre fui fã pela filosofia remota e o produto que adoro.

aprendi muito sobre como gerenciar conteúdo para blog, calendário editorial, edição, revisão, o que me ajudou ainda mais a gerenciar meus próprios projetos de blog.

o trabalho lá também foi o meio para eu conhecer um baita mentor de seo, que possui vários cases e clientes top no mercado brasileiro, incluindo o próprio trello.

daí, como já estava buscando me aprofundar em alguma estratégia de marketing digital para assumir uma pegada mais estratégica, ou seja, consolidar análise de dados, relatórios e planejamento, entendi que seo tinha tudo a ver com meus valores e era um passo lógico depois de me sentir confortável com a produção de conteúdo web.

então, propus uma relação de mentoria em que o ajudaria a atender os clientes dele em troca de mentoria para construir meu manuais de seo.

nessa história, meu trabalho direto com o trello foi até o terceiro trimestre de 2018, depois passei a tê-lo como cliente do lado da agência: foi legal, o escopo aumentou e fiquei responsável também pela seleção de palavras chaves.

relacionamentos

no afetivo, tive a alegria de encontrar uma companheira com quem a vida fica muito mais colorida, leve e divertida.

apostando nisso, me mudei de floripa para governador valadares-mg para morar com ela.

com minha família e amigos sinto que a qualidade do relacionamento aumentou bastante também, pois consolidei meu “crm pessoal” que me lembra de ligar com consistência para todas as pessoas que quero perto de mim.

não só isso, mas criamos ocasiões de lazer para compartilharmos bons momentos e memórias.

com minha mãe, fizemos nossa primeira viagem de lazer juntos em diamantina-mg, assistimos à vesperata.

foi uma experiência que me trouxe muita realização.

com meu pai e irmã, viajamos de carro para a roça onde ele nasceu no interior da bahia. me senti bem feliz por compartilharmos esse momento também.

aprendedorismo

meu aprendedorismo em 2018 foi muito mais orgânico do que algo que precisei puxar para acontecer.

meio que as demandas surgiram no trabalho e no pessoal para adquirir novas habilidades.

não faltaram desafios, desde gravar e produzir vídeos instrucionais do trello até fazer planejamentos de seo do zero. foi super legal trabalhar com dados e excel de modo mais pesado!

no pessoal, com a ajuda da minha companheira, aprendi a dirigir com tranquilidade na cidade (finalmente a baliza tá saindo suave) e na rodovia também.

do lado da cozinha, ela também me ajudou a iniciar minhas aventuras culinárias. começando com feijão e arroz com consistência e depois umas coisinhas veganas gourmets tipo bolo de banana e pão de queijo vegano.

começamos a treinar hábitos de sustentabilidade ambiental, ao reduzir nossa quantidade de lixo gerada.

uma das formas, foi que pegamos mais caixas de papelão no supermercado e menos sacos plásticos.

passamos a fabricar nossos próprios sabões para pratos, roupas e uso geral, então reduzimos nos lixos das embalagens de produtos de limpeza que não precisamos comprar mais.

sabão de coco é uma baita matéria prima, viu?

e pra complementar, adquirimos o hábito de separar o lixo para reciclagem.

hábito pequeno, mas com que me senti super feliz!

e em geral, meu hábito de consumo de conteúdo ficou bem mais enxuto e minimalista.

antes queria ler muitos livros de forma divergente.

agora estou limitando o consumo ao que posso colocar em prática no momento presente.

do contrário, deixo na lista para quando o contexto apropriado surgir. isso melhorou bastante minha saúde mental.

não consigo digerir conteúdo em excesso.

faz mal.

igual a comida.

só que efeito colateral é ficar falando de coisas, como se tivesse experiência, quando na verdade não.

ter menos, falar menos, mas com profundidade e fechando um ciclo importa muito mais pra mim e é o que essa nova versão do meu manual de consumo de conteúdo busca.

lazer

pulei de paraglider pela primeira vez.

quase desisti lá em cima, mas depois foi tudo alegria (e medo também).

aluguei meu primeiro airbnb em ilhéus para começar os experimentos de nomadismo digital.

consegui negociar um ótimo preço para uma casa bem top! (super recomendo se for na terra do jorge amado ou quiser explorar a costa do cacau a partir de lá).

depois apliquei a mesma lógica para fazer novos experimentos trabalhando de são paulo e depois de cartagena, no caribe colombiano (a primeira viagem internacional depois de 5 anos sem sair).

com essas experiências, mudei algumas crenças que tinha sobre nomadismo digital: entendi que meu modelo de nomadismo é muito mais para potencializar meus relacionamentos, lazer e aprendedorismo.

em geral, na semana gosto de ficar em casa mesmo.

eu adoro a rotina e as novidades nunca acabam, pois estou sempre aprendendo algo novo.

pois é, uso mais roupa de ficar em casa do que tudo.

já no finde, priorizo o lazer voltado a explorar lugares.

então, com essas 3 experiências airbnb, percebi que

  • viajar de férias: não me realiza muito ficar vendo lugares, principalmente durante a semana. me canso ou entedio. isso aconteceu na semana em que estávamos na ilha de san andres. como adoro meu trabalho e aprendedorismo, eles fazem parte da minha rotina feliz.
  • nomadizar com uma data já pré-definida pra voltar: parece que não me preenche também. em cartagena, senti que poderia viver lá por meses e explorar mais a cidade e a região de carro no findes com calma. no entanto, parece que não consigo muito controlar essa variável, a menos que nomadize só pelo Brasil. se for para outros países, eles geralmente colocam o limite de 90 dias para ficar no visto de turismo…. enfim, vou ficar de olho nesse ponto, aceito hacks 🙂

de qualquer forma, meu fio condutor, do lado do lazer, pode ser explorar as opções de lazer no finde que me interessam tanto na cidade, quanto num raio de 600 km ao redor dela.

da parte do aprendedorismo, o fio condutor pode ser, por exemplo, aprender um pouco da cultura local, a língua ou fazer um curso de yoga “x” no interior da índia – claro, se qualquer desses projetinhos tiver sido uma das razões para a escolha da cidade.

e pelo lado de relacionamentos, pode ser ter uma experiência “x” com pessoas queridas, sem que o trabalho, o tempo ou geografia seja um problema.

por exemplo, a viagem na Bahia com meu pai e irmã aconteceu em um finde, depois de ter trabalhado normal do airbnb em ilhéus durante a semana.

tendo atendido a esses gatilhos, no meu modelo, partiria para explorar a próxima cidade.

outra ideia diluída:

não mais tenho a ideia de ficar viajando necessariamente pelos “lugares quentes”das comunidades de nômades digitais.

pois é, me dei conta – ao ter visto vários lugares lindos lá em cartagena principalmente – de que não me preenche “ver lugares só por ver lugares”.

mesmo que sejam “as paisagens”.

ah…. e ter 1 boa companhia, já é o suficiente para me divertir bem no meu estilo de nomadismo e na rotina tbm.

não sinto necessidade de estar em grupos, me sinto mais pleno no 1 a 1 mesmo.

claro, os experimentos continuam, então o modelo pode mudar ao lidar com novas variáveis.

de qualquer forma, esse foi o meu modelo de viagem versão 2018.

além dos experimentos nômades, conheci várias cidades e parques estaduais de minas gerais: ipatinga, diamantina, timóteo, marliéria, serro, são lourenço, três marias, paracatu e brumadinho são as que estou lembrando agora.

por fim, a última aventura do ano foi dirigir de gv a floripa com minha companheira e a mãe dela para passar o ano novo na ilha da magia com minha mãe.

bati meu recorde de distância dirigida: 1600 km totais (e 1000 em 1 dia de viagem)!

saúde

voltei a fazer yoga fora de casa, agora aprendendo a linha do ashtanga que pega bastante no físico.

por outro lado, atingi meu pico de peso (96 kg) no primeiro trimestre…

ainda o resultado dos maus hábitos que criei por canalizar de forma não inteligente a ansiedade alta que senti entre o fim de 2016 até o meio 2017, o que contei na minha primeira demissão.

pois é…

nesta área, o meu ego ainda está ganhando de mim mais do que eu dele.

reflexo disso, é a compulsão ainda bastante presente na minha alimentação em 2018.

a solução que tomei então foi fazer um jejum de 21 dias.

algo que queria fazer há muito tempo por razões de autoconhecimento e que, então, casei com o contexto de melhorar meu físico, com que não estava confortável.

a boa notícia, foi que o jejum foi um sucesso!

não só não morri de inanição, mas perdi 10 kg, me livrei do vício em redes sociais e voltei bem mais leve não só no físico, mas no mental, emocional e espiritual também.

voltei com muito mais fé na vida e mais disposto a brincar com as incertezas da vida!

o livro autobiografia de um yogi tem grande parte nisso.

outra leitura de grande peso em 2018 foi desobediência civil, um clássico de honestidade e filosofia prática do henry david thoreau.

esse livro inspirou gandhi e luther king em seus movimentos de não-violência.

financeiro

consolidei o hábito de criar orçamentos e classificar todas as despesas com a ajuda do guiabolso.

em seguida, com o dinheirinho que começou a sobrar, estabilizei a reserva no tesouro direto, e passei a pensar na aposentadoria investindo também em renda fixa e fundos de investimento.

deu um medinho em não saber se o dinheiro não ia evaporar, mas com a ajuda de um colega que é minha referência em finanças, ficou mais fácil de acreditar.

até criamos um manualzinho, para eu saber quais papéis comprar de próximas vezes.

outro ponto foi que me relacionei de forma muito mais minimalista com minhas coisas, buscando claridade sobre o que cada uma gera de valor na minha vida.

em geral, quando entendi que não gerava valor , pratiquei a lei do desapego e de quebra aprendi a vender pelo olx.

vendi 1 ipad, 1 go pro, 1 sofá, 1 apple pencil, 1 case de iPad, 1 óculos rayban e etc.

e o que não vendi, doei para quem fosse fazer melhor uso.

ah, e fiz meu primeira declaração de imposto de renda também.

processo burocrático (geralmente tenho aversão a esse tipo de tarefa) mas, com a ajuda da minha companheira que já tinha feito, deu certo!

meses depois, recebi até dinheiro de volta (a melhor parte!)

produtividade pessoal

aumentei minha quantidade de horas trabalhadas por investir um pouco mais no home office.

comprei:

do lado interno, melhorei o gerenciamento de minha energia, ao intercalar os blocos de trabalho com tarefas não-mentais.

com isso, estabilizei o hábito de fazer tarefas domésticas sem resistência.

lavar pratos, varrer casa, lavar roupa e tarefas pequenas em geral que ficavam de lado – agora faço consistentemente com o motivo de descansar do trabalho.

o legal disso foi que me senti mais empoderado e mais responsável pelo meu lar. é aquela sensação boa de estar no controle das variáveis.

apesar disso, sinto que, em termos de produtividade, tenho espaço para dar uma otimizada para o trabalho render mais.

os experimentos continuam.

conclusão da retrospectiva 2018

tenho a impressão de que o grande tema de 2018, depois de me aceitar do jeito que eu sou em 2017, foi receber o feedback do mundo exterior de que esse caminho de maior autoestima super funciona.

o padrão passou de “deixar de me adaptar às oportunidades existentes” para “criar as oportunidades” ou “fazer elas se adaptarem ao meu jeito de ser“, pois assim fica sustentável e autêntico para mim.

bom, essa foi a minha retrospectiva pessoal de 2018.

e a aventura continua em 2019!

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  1. Uai! Tantos aprendizados que parece este seu ano durou uns 10!!

    Muito muito bom, parabéns!!
    Desejo muitos aprendizados e experimentos em 2019! Avante!

  2. Curti demais o artigo!

    Quanto à questão das finanças, sugiro substituir o tesouro direto por robôs advisors (https://warrenbrasil.com/ + https://monetus.com.br/ + https://magnetis.com.br/).

    Inicialmente construí minha reserva no tesouro também, mas decidi fazer essa transição em 2016 após conhecer o modelo de perto. Hoje 100% da minha reserva está distribuído pelos três.

    Acho que a parte atrativa dos robôs advisors é que você não gasta tempo pensando se está investindo bem sua grana ou aprendendo sobre. Você só cria seu perfil de risco, transfere o dinhero e eles fazem o trabalho de diversificar e encontrar os melhores produtos por você. Além disso, o risco é praticamente o mesmo do tesouro, mas o rendimento é algumas vezes maior.

    Parece muito bom pra ser verdade, e realmente é bom demais pra ser verdade! Não existe nenhum lado ruim, então recomendo demais!

    • valeu pela figurinha mateus!

      você sabe me dizer quanto em média o rendimento é maior do que o tesouro selic, só para eu ter uma noção?

      a depender do resultado deles, quem sabe valha a pena o teste para médio ou longo prazo tbm…