em diários

2017 foi de longe marcado pela ansiedade lá nas alturas, seguida de uma grande autoaceitação de mim mesmo e por retomar os experimentos de trabalhar remoto, que comecei em 2014.

engordei pra caramba, uns 15 kg mais ou menos (de 70 a 85). descontei a ansiedade em vários copos de açaí com leite ninho, escorregando no veganismo inclusive.

tudo isso como efeito do processo da minha primeira demissão, que foi me permitiu mergulhar em outros processos cheios de autoconhecimento e aprendizados legais.

fiz terapia (pela primeira vez) e digeri muitos conteúdos interessantes que expandiram minha mente e que deram bastante conforto psicológico.

pra começar, quebrei o preconceito com a terapia. não mais a penso como uma ferramenta necessariamente para pessoas fracas ou que não tinham autonomia, afinal eu passei a fazer.

brincadeira.

não foi barato, mas valeu cada centavo, pois minha terapeuta focou em me reestabelecer para eu voltar a caminhar com minhas próprias pernas.

aliás, foi justamente essa independência que me fez acreditar mais ainda no trabalho dela (o sucesso dela era os clientes não precisarem mais da ajuda dela!)

passei a acreditar que não preciso sofrer pra ser feliz, com a ajuda do livro propósito do prem baba.

passei a abraçar e amar o meu tipo de personalidade introvertida , com a ajuda do livro poder dos quietos da susan cain. abandonei várias culpas do passado por achar que ser introvertido era um problema.

por exemplo, não culpo mais por evitar ambientes sociais em geral e preferir socializar no 1 a 1, pois agora entendo que é apenas uma forma como cada tipo psicológico gerencia sua energia.

dentro disso, descobri também que prefiro trabalhar sozinho (ou seja, menos estímulos externos).

e agora sem culpas também por aceitar que não sou uma pessoa de trabalho em equipe – pelo menos no sentido de trabalhar todo mundo ao mesmo tempo numa mesa juntos para resolver determinado desafio.

isso só reafirmou minha busca pelo trabalho remoto e nomadismo digital.

ah, daí até o teatro que entrei na busca de “me soltar” abandonei. não tenho mais nada que “me soltar”, pelo menos nesse quesito.

outro ponto de conforto psicológico veio ao ler o how to be everything da emilie wapnick. com essa leitura, deixei de sentir culpa também por querer aprender várias coisas, mas não ter me aprofundando muito em nenhum.

em lugar passei a acreditar que não há nada de errado nisso. ficou claro pra mim que apenas me faltava um pouco mais de estratégia e de organização para manter um bom equilíbrio entre aprofundamento e novidades de forma consistente. e isso venho aprendendo ao longo da jornada.

com a ajuda do lázaro ramos em na minha pele e nesse café filosófico com o professor carlos, aprendi a aceitar melhor minha identidade negra e a inclusive a ter orgulho, depois refletir sobre vários fatos de questão raciais presente na minha trajetória – tanto eu como racista, como vítima de racismo – mas que não estava consciente.

esse foi um depósito na conta da minha autoestima , e o processo continua. a jornada nesse tema é um pouco pesado e dolorosa, mas é importante, pois o primeiro passo para a solução é a consciência. depois vem a estratégia.

em termos financeiros, aluguei a primeira moradia em floripa em que me senti confortável e realmente em casa, o que melhorou bastante a qualidade de vida.

já começando os testes de novos modelos de trabalho, experimentei

  • escrever conteúdo para blog de qualquer nicho de negócio.
  • trabalhei para uma empresa estadounidense que qualifica anúncios do facebook. (ganhei em dollar, mas o trabalho me entediava).
  • escrever conteúdo de resenha de livros

mas em nenhum dos experimentos encontrei uma equação em que produzia o suficiente para pagar as contas e ainda ter tempo livre pra aprender novas coisas.

mas a busca continua 🙂

em termos da aprendedorismo, fiz vários pequenos experimentos de compartilhamento de conteúdo.

nisso, fiz alguns vídeos para youtube e episódios de podcast sobre os livros que li. esses experimentos foram ótimos para tirar as habilidade de edição de vídeos e de áudio do zero!

ajudei minha mãe nos seus primeiros experimentos de trabalhar vendendo acarajé em floripa. experiência super válida para testar alguns fornecedores e também a recepção do público, que foi positivo em geral.

apesar disso, encerramos o negócio por falta de alinhamento com os donos do espaço. acarajé no modelo presencial ficou no standby por enquanto, mas a busca também continua.

fiz o curso happiness da arte de viver em floripa e conheci um grupo de pessoas bem legais e positivas lá. recomendo bastante para quem busca autoconhecimento, saúde, gosta de yogar etc. me senti muito bem acolhido e muito mais leve com a prática do sudarshan kriya praticada por lá.

outra comunidade legal que conheci foi a do rosemary dream, também em floripa. lá tem pessoas do mundo inteiro na busca de autoconhecimento e de propósito. num dos encontros inclusive, conheci os nômades digitais pessoalmente, que me inspiraram bastante a iniciar a jornada em busca de trabalhar e viajar ao mesmo tempo.

conclusão da retrospectiva de 2017

se pudesse resumir 2017 em 1 palavra: autoaceitação. voltar para dentro de mim, dar outro significado ao que não aceitava e integrar tudo no meu sistema.

assim, o efeito foi mais conforto e paz.

bom, essa foi a minha retrospectiva pessoal de 2017!

e claro, as buscas e experimentos continuam em 2018!