Mathias Focused

Minha História

Autoanálise

Na maior parte do tempo, sou um cara tranquilo, introvertido, sonhador, amigável, saudável, ambicioso (num bom sentido) e extremamente observador. Listo agora alguns pontos que creio me descreverem bem (pelo menos olhando daqui de dentro):

  • Acredito sem reservas na bondade e no potencial do ser humano.
  • Acredito que podemos aprender e portanto ser qualquer coisa na vida. A vida é bela.
  • Sim, considero-me bastante otimista. Só que, com muito pragmatismo e estratégia.
  • Confesso que me é um desafio encontrar um bom ajuste de humildade/autoconfiança sem parecer arrogante ou submisso.
  • Amo compartilhar frustrações e aprendizados. Somos todos seres humanos 🙂
  • Adoro conversar sobre coisas profundas. Sobre a arte de viver, tomar decisões, livros, filosofias e idéias. Amo questionar possibilidades…
  • Por essa razão, geralmente fico entediado em reuniões sociais (festas, bares, casamentos, etc…) se não houver uma conexão autêntica e profunda entre as pessoas.

Abrindo um parênteses, isso não significa que não valorize amenidades, piadas saudáveis, espontaneidade, bom humor e leveza.

Muito pelo contrário, admiro bastante as pessoas que “tiram sarro” de si mesmas e são boas contadoras de histórias. (Uma hora vou desenvolver melhor essa competência!)

Voltando para o assunto principal,

  • Amo saúde. Não bebo, não fumo e etc. Estou constantemente questionando pelo menos 1 hábito na minha vida de cada vez e buscando otimizá-lo. O estilo de vida yoguim e vegano se encaixa muito bem nesse contexto. Isso não significa que não tenha meus deslizes, mas quero que meu corpo dure o máximo de tempo naquilo que depender de mim. Afinal de contas, adoro viver e ele é o bem mais precioso que possuo.
  • Adoro dar presentes. Tenho mais prazer em dar que receber.
  • Acredito que os principais ativos na vida são: saúde, tempo, mobilidade geográfica, amizades e educação. Para a manutenção deles, é crucial  o desenvolvimento/refinamento constante de competências.
  • Adoro me conectar com pessoas, conhecer sobre suas histórias e promover conexões entre novos e antigos amigos.
  • Posso ficar várias horas perguntando sobre suas motivações, o porquê de ser assim e não de outra forma simplesmente por pura curiosidade. Pode até parecer interrogatório ou investigação com intenções veladas, mas te juro que é apenas curiosidade mesmo.
  • Considero-me um bom ouvinte e confidente, porque não vejo nenhum sentido em repassar algo que alguém me confidenciou.
  • Não considero útil e produtivo falar negativamente sobre pessoas. Se eu não tenho coragem de dizer algum fato sobre uma pessoa na presença dela, então busco não compartilhar isso com terceiros.
  • Inversamente, se enxergo que alguém  pode refinar algum comportamento, busco falar diretamente com essa pessoa, caso esteja aberta para receber esse presente. 🎁

Ao mesmo tempo,

  • Eu AMO a solidão, o vazio e o silêncio.
  • Não sei porque, mas acredito que poderia tranquilamente virar um nômade, monge, beduíno e ficar em retiro por meses num deserto, montanha, floresta, mosteiro… rsrsrs
  • Outra coisa : adoro pontos de vista contrários. Uma das minhas experiências favoritas na vida é ser exposto a idéias que recontextualizam a forma como enxergo o mundo.
  • Essa aqui é mega importante: Acredito que as metodologias (desde métodos de aprendizagem, tipos de dieta, linguagem de programação, tipos de meditação, tipos de religião, escola filosófica, até posicionamento político) existem para facilitar a absorção de princípios para que depois as modelemos  do “nosso jeito”.
  • Em razão disso, não me sinto preenchido em conversas ou debates, cujo objetivo seja “ganhar a discussão”. Melhor nem puxar esse tipo de conversa comigo.
  • Os livros são meus melhores mentores. Ora, existe forma mais rápida e acessível de se estar com as mentes mais esclarecidas que estão ou já passaram nesse mundo? Os livros mudaram a minha vida e a continuam mudando sempre para melhor.
  • Não vejo separação entre vida e trabalho. A junção deles tem sido meu caminho para autorrealização até então.

Enfim, acredito que ser feliz é um estado mental que depende mais de mim, do que qualquer outro fator externo.

Ps.: A depender da sua expectativa, pode ser frustrante pedir minha opinião sobre algo que ainda não refleti sobre. Eu prefiro dizer “legal”, “interessante”, ficar em silêncio, dizer que não sei ou que não refleti, do que te passar um “expurgo mental” ou externalizar um pré-conceito (os quais estou buscando eliminar ao longo da vida).

Enfim, posso parecer apático ou passivo a priori, mas costumo usar um tempo depois para refletir e voltar com algo mais elaborado.

“Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver para sempre.”

Gandhi

Trajetória de Vida

Nasci em Mar Grande, Ilha da Itaparica, situada cerca de 15 quilômetros no além mar da capital, Salvador.☀️

Lá, eu tive uma infância muito tranquila com minha irmã Sofia e meus pais Claudemira e Santino.

Meu sonho, quando criança, era ser um ilusionista. Para mim, a ideia de que eles podiam fazer qualquer coisa aparecer do nada — principalmente biscoitos recheados — era fascinante. Outro grande sonho que tinha- e o que carrego até hoje – era o de viajar o mundo.

Meu pai era motorista de caminhão e minha mãe, dona de casa.

Eles sempre otimizaram nossa renda familiar para nossa educação para que conseguíssemos trilhar um caminho profissional baseado no conhecimento — algo que queriam para eles mesmos, mas que até então não haviam alcançado.

Até que, quando eu tinha 12 anos, nos mudamos para Ilhéus — Bahia.

Lá, conseguimos ter acesso a uma educação de melhor qualidade.

Passei minha adolescência por lá. Nessa época, era um aluno com notas médias e sofria com uma performance baixa em matemática.😒

Além disso, eu não gostava de ler.

Até, arrisco dizer que nem devo ter lido 10 livros dos 0–15 anos.

Simplesmente, achava uma tortura e uma baita perda de tempo.

Continuando,

Algo mágico aconteceu para mim, quando fiz 15 anos. Um ponto de inflexão em minha vida. 🎩

Eu finalmente redescobri a leitura!📖

Pela primeira vez, me senti profundamente interessado por um livro, sem que qualquer professor tentasse me obrigar a lê-lo durante as férias.

Peguei o gosto pela leitura e tinha vontade de ler como nunca antes, porque li um livro que conversava com minhas dúvidas e anseios que experimentava naquele momento de vida.

No meu caso, eu estava intrigado para saber o que contavam os livros de vida após a morte. Daí, eu li o livro Nosso Lar do Chico Xavier.

Bom, ter lido esse livro (tava todo orgulhoso por ter lido um livro 312 páginas, o mais extenso até então (era como se tivesse lido a Barsa completa hehe)) — foi um super gatilho mestre para a criação de um hábito muito produtivo.

Passei da marca de 0–3 livros/ano em 2005 para 3–12 livros em 2007.

Em 2015, consegui alcançar 30- 50 livros/ano, com o que estou bastante feliz!📚

E não parou por aí. Destaco 3 outros grandes efeitos colaterais dentre vários outros desencadeados. Foram eles:

  1. Redescobri o amor pela matemática ao ler livros que contavam a história dos matemáticos. Nisso, eu percebi que os filósofos, cujas teorias eu admirava, como Aristóteles, Sócrates e Platão, eram exímios matemáticos. Em outras palavras: meu gosto por filosofia me introduziu à matemática de um jeito bem convidativo!
  2. Minha performance no Ensino Médio melhorou drasticamente não apenas em matemática, mas em todas as disciplinas. Isso era o que precisava para perceber que eu não era intrinsecamente ruim em matemática ou em qualquer outro tema. O único detalhe era que me faltavam algumas competências — que podia simplesmente desenvolver.
  3. Comecei a desenvolver uma mentalidade de crescimento a partir disso. Desenvolvi autoconfiança e passei a acreditar que poderia ser o que quisesse na vida, afinal, passei a acreditar que qualquer pessoa normal – incluindo a mim – pode aprender e desaprender qualquer coisa, desde que tenha uma boa dose de motivação, foco e método.

O fato foi que a leitura definitivamente foi o gatilho que me afastou de vários hábitos improdutivos e mudou minha vida.

Mudou tanto, que fiquei confiante sobre a ideia ser médico. Talvez, por duas razões principais:

  1. As maiores referências profissionais na cidade em que eu morava eram, em sua maioria, médicos.
  2. Tinha bom histórico em biologia e química na escola.

Ensino Médio terminado, hora da decisão.

Não passei no vestibular de medicina logo que me formei, provavelmente por ter deixado muita coisa de matemática escapar lá atrás.

Embora minhas notas de matemática tivessem aumentado bastante nos dois últimos anos do Ensino Médio, deixar passar muitos conceitos básicos, o que se refletiu nos exames admissionais.

Então, o diagnóstico foi que ainda tinha uma deficiência em matemática para resolver.

E ter consciência disso sempre me fazia ter calafrios e lembrar do que meu professor Simão dizia:

“Não há atalhos na matemática. É um bloco de cada vez. 
Se perder alguns no meio do caminho, ela pode se tornar um pesadelo para você”. 

- Antônio Simão

Bom, eu não queria passar um ano inteiro — no cenário mais otimista — me preparando para o próximo vestibular de medicina.

Naquele momento considerei que isso não traria o maior retorno para mim, já que – apesar de super admirar a missão do profissional da saúde — não estava 100% convicto de que era o caminho que fazia mais sentido naquele momento.

Ao invés disso, decidi curar meu medo, minhas feridas na autoestima e fazer mais depósitos na minha conta de autoconfiança que seriam importantes para maiores desafios na frente.

Traduzindo, decidi fazer um curso de engenharia para aprender matemática pela dor. 😂

Assim, comecei o curso Bioquímica e depois migrei para Engenharia Química na UFV em Minas Gerais.

Época de Universidade…🎓

Além de restaurar minhas habilidades em matemática, iniciei o curso superior bem focado em viajar o mundo através de bolsas de intercâmbio para começar a realizar esse sonho.

Dessa maneira, imaginava que teria melhor claridade para saber o perseguir depois.

Então, eu otimizei o meu primeiro semestre na universidade para atingir os seguintes objetivos:

  1. Conseguir boas notas para bolsas de estudo no exterior.
  2. Conduzir pesquisa científica em bioquímica para saber se a carreira acadêmica funcionaria para mim/acumular pontos para bolsas de estudo no exterior.
  3. Ser Monitor/Tutor em uma disciplina para saber se gostaria de lecionar/somar mais pontos para bolsas de estudos no exterior.

Resultados

  1. Consegui boas notas classificatórias para bolsas de estudo.✔️
  2. Conclui que a carreira acadêmica não era para mim naquele contexto e época específicos. ✔️
  3. Percebi que eu amo dar aulas e compartilhar conhecimento durante as monitorias. ✔️

Novamente, os resultados de efeitos colaterais foram desproporcionais 😆‼️

  1. Bolsa de estudos na Universidade de Illinois, EUA 🎓
  2. Fluência em inglês 🇺🇸
  3. Paixão pelo sul da Califórnia 🐻
  4. Bolsa de estudos na UAEM, Cuernavaca, México.🇲🇽
  5. Fluência em espanhol 🇪🇸
  6. Paixão pelo caribe mexicano 👾
  7. Estágio na Universidade de Concordia, Montreal, Canadá 🇨🇦
  8. Fluência em língua francesa🇫🇷 (em três meses, com a ajuda do Benny Lewis).
  9. Paixão pelo clima e cena cultural de verão de Montreal 🇨🇦
  10. E o mais importante de tudo, fiz amigos e conexões para toda a vida 🙌🏾

 

Na segunda metade do Ensino Superior⏱

Considerei que era hora de otimizar meu tempo para tentar atingir os seguintes objetivos:

  1. Conseguir um estágio na área da engenharia
  2. Conhecer o mundo de empreendedorismo

Resultados

  1. Amei o dinamismo proporcionado pelo trabalho em uma companhia.✔️
  2. Trabalhei vários medos relacionados a falar em público e a expor ideias ao participar do Programa de Empreendedorismo Social da Choice. ✔️✔️
  3. Comecei a desenvolver disciplina financeira por contrair uma dívida de 20k no cartão de crédito da minha mãe ao administrar mal meu negócio de representação comercial e marketing de rede.😅 (tragédia e glória ao mesmo tempo – hoje “posso” dar risada rsrrs)
  4. Apaixonei-me por marketing digital pela possibilidade de desenvolver competências, por poder compartilhá-las através do meio online e por continuar alimentando o sonho da independência geográfica.❤️ 🌎

Tudo isso junto me ajudou a perceber que desenvolver mais competências de marketing digital, gerenciamento de projetos, gestão de pessoas dentro de empresas de tecnologia era o que fazia sentido na minha carreira naquele momento.

Ao mesmo tempo, continuar testando novas ideias como hobby nos fins de semana continuaria sendo importante, porque, eventualmente se tornariam novas iniciativas de carreira lá na frente.

Terminando a Faculdade..,

Pai, eu, irmã e mãe

Formatura : Pai, eu, irmã e mãe

Minha vida tinha seguido um curso diferente do esperado não só no lado profissional, como também no lado pessoal.

O contexto foi que comecei a fazer aulas de yoga com meu vizinho que era instrutor em troca de aulas de espanhol.

Tinha gostado das aulas, mas nada “uauu, mudou minha vida”… Fiz 2 meses, parei outros 2.

Porém, depois de ler um livro sobre o assunto (novamente o poder da leitura falando alto 📚🌠) percebi que o yoga fazia muito sentido no estilo de vida que eu queria seguir.

Isso, porque é uma prática que posso levar na “minha mochila” em qualquer lugar do mundo, porque me desafia constantemente a noção do possível/impossível, do certo/errado e me inspira na busca de compreender a vida de forma multidimensional, isto é, física, emocional, mental e espiritual.

Tudo isso, através de simples (às vezes nem tanto rs) exercícios de meditação, respiração, flexibilidade, equilíbrio e força.

A partir daí, me engajei tanto que virei instrutor de Yoga sob Mestre Arnaldo, do Shivam Yoga Ashram.

Nessa mesma época, também descobri o foco em minimalismo, felicidade, excelência, empatia, positividade, transparência, liberdade, compaixão, saúde e a energia do estilo de vida vegano, que também se encaixou perfeitamente nas minhas buscas.

Sou muito grato ao Eduardo Corassa e à Rawvana pela inspiração! 🙏🏾

Iniciando a carreira profissional,

Posso afirmar com todas as palavras que tenho muita sorte por trabalhar na Resultados Digitais, porque compartilhamos vários valores.

Estou extremamente feliz aqui, porque tenho a impressão de estar na direção dos meus sonhos.

A RD não apenas está de acordo com a minha vontade de construir coisas, mas também me incentiva a canalizá-la no contexto dos desafios da empresa.

Time de Pessoas da Resultados Digitais

Time de Pessoas da Resultados Digitais

Além disso, eu admiro muito os meus colegas de trabalho, os RDoers 😆

As conexões acontecem por histórias engraçadas, arte, música, sonhos, compartilhamento de habilidades e muita energia boa!

Dentro da empresa, eu sinto como se estivesse em uma jornada para ser uma versão melhor de mim mesmo todos os dias, construindo relacionamentos confiáveis perto de pessoas sonhadoras, humildes e ambiciosas e, potencialmente, alcançando grandes feitos profissionais como consequência natural do nosso desenvolvimento pessoal.

E falando de futuro,

Estou ávido em continuar atualizando essa página com os novos capítulos dessa história que acredito estar apenas no início! 😉

O mais importante é que me sinto muito feliz de possuir suficiente autoconhecimento para ter um norte que me guie nessa construção, isto é, a clareza sobre o propósito de vida que faz sentido internamente.

Assim, gostaria de compartilhar a missão, visão, valores e inspiração para esse projeto de vida:

Missão⭐️

Incluir Pessoas ao desenvolver Maestria em diferentes áreas do conhecimento e compartilhar isso de forma simples.

Visão 👀

Ser um Generalista de classe mundial, assim como o pessoal do Renascimento Clássico

Valores ❤️

Excelência, otimismo, gratidão, saúde, ambição(positiva), empatia, liberdade, especificidade, transparência, minimalismo.

Inspirações👑

Leonardo Da Vinci, Tim Ferriss, Benjamin Franklin, Maria Popova, Shane Parrish, Ghandi, Joel Gasgoine, Derek Sivers, Claudemira Luz (minha mãe, muito orgulhoso por ter se formado aos 55 anos de idade)

Agradeço por teres lido até aqui 🙂

Quer me compartilhar também sobre sua história até então? Eu adoraria! 😄

Só escrever nos comentários ou me mandar um email se preferir!

Até logo,

Mathias

Ps.: Se quiser saber quais são minhas prioridadades nesse exato momento, confira aqui.

  • Gabriel Golineleo

    Cara, que história bacana… Lembrei muito da frase “Não há colheita sem plantio”… espero que continue com esse espírito de busca constante de aprendizado e desenvolvimento pessoal!

    • Agradeço pelo apreço meu amigo @gabrielgolineleo:disqus 🙂 Always hustling 😉