Intraempreendedorismo

em Diário

8 Passos para Talvez Criar sua Própria Job na sua Empresa

Intraempreendedorismo: Crie potencialmente sua própria job com 8 passos estratégicos para mostrar o que realmente você quer fazer dentro da empresa em que trabalha.

Intraempreendedorismo: Contexto

Entrei na Resultados Digitais — uma Startup de Automação de Marketing — através da área de Sucesso de Cliente.

Depois de um ano trabalhando lá, tive a sorte de ter aceita uma proposta de criação de um novo cargo para mim.

Fiquei extremamente feliz, porque a nova posição estava realmente alinhada com o que eu queria aprender, o legado que queria deixar e a missão que queria liderar naquele momento, isto é, um tour of duty (missão).

Desde então, diversas pessoas me perguntam: Como você fez isso? Como aconteceu de fato?

Bom, se você de alguma forma busca essa possibilidade ou mesmo se quer aumentar as chances de ser promovido a um cargo já existente, esse texto é para você.

No entanto, minha intenção não é prescrever nenhuma fórmula mágica para você aplicar e obter os mesmos resultados que obtive.

Afinal, conseguir a posição que acomode bem suas ambições não depende só de você, assim como não dependeu só de mim.

Dessa forma, minha expectativa é que — se fizer sentido — você questione, adapte e teste os princípios contidos nestes 8 Passos Acionáveis que compartilharei contigo nas próximas linhas, combinado? 🙂

Passo #1: Separe um tempo para Reflexões

Reflexões

Reflexões

Separe pelo menos um turno do fim de semana para refletir. Ter certa claridade acerca do que você quer (ou mesmo do que você não quer) é muito bom e esse momento pode te ajudar nisso.

O objetivo principal do Passo#1 é investigar as principais razões que fazem você querer mudar o seu trabalho.

O lado positivo desse exercício é que ele é útil independentemente se você já tem um plano claro de carreira ou mesmo se não o tem definido.

Exemplificando com minha rotina de reflexão, aqui estão algumas perguntas que fiz a mim mesmo:

Se você já possui clareza dos seus objetivos profissionais, vá direto para as perguntas C e D.

Se não, preste atenção nas perguntas A e B.

A) Eu me sinto realizado diariamente no trabalho?

Se você se sente realizado, ÓTIMO! Agora, é só dominar o mundo 😄!

Se você não se sente realizado (tal como eu não me sentia) então, se pergunte:

Por que não?

Exemplo pessoal: eu gostaria de trabalhar mais com o marketing digital, gerenciamento de projetos e tarefas de liderança, o que não estava acontecendo no meu trabalho diário.

B) Se você pudesse mudar qualquer coisa na rotina, o que mudaria para se sentir mais realizado(a)?

Exemplo pessoal: Eu me sentiria mais realizado se conseguisse equilibrar o componente de comunicação com gerenciamento de projetos e tarefas de liderança.

C) O trabalho atual está me ajudando a desenvolver as habilidades mais importantes de que eu preciso para atingir os meus objetivos profissionais?

Se sim, perfeito! Domine o mundo de novo! 🌍 🙌🏾 😉

Se não — como era o meu caso — então pergunte-se:

Por que não?

Exemplo pessoal: a minha posição foca nas habilidades de comunicação, empatia e de escuta, nas quais me julgo “ok” por agora.

No entanto, para a meta de me tornar um Executivo em até 10 anos e um autor em até 20, eu preciso me dedicar mais a gerenciamento de projetos, marketing digital avançado e habilidades de liderança (coaching, influência, alinhamento de expectativa).

Essas habilidades não eram abordadas com a profundidade e da maneira que eu queria na posição em que eu estava.

D) Se você pudesse mudar qualquer coisa, o que faria para adicionar as habilidades que você deseja na sua posição atual?

Exemplo pessoal: eu iria para um cargo no qual essas três habilidades fossem exigidas.

Nessa altura, você talvez já tenha alcançado certa claridade sobre o que faz (e o que não faz) sentido para suas escolhas.

No entanto, se até aqui você ainda não tenha chegado a um grau claridade de resposta conforme exemplificado, continue se perguntando mais um par de “porques” até extrair mais reflexões.

Finda essa etapa, agora é hora de fazer uma validação dessas reflexões!

Passo#2: Valide suas reflexões com um Teste de Personalidade

Teste de Personalidade

Teste de Personalidade

Fazer um teste de suas tendências pessoais pode ser muito útil, por uma simples razão.

Ele pode provar, com dados, os pensamentos e sentimentos que você organizou no Passo#1.

Como resultado disso, você se torna mais confiante sobre sua própria tese de mudança para você mesmo e para comunicar às suas partes interessadas (gestores, pares e executivos).

Por exemplo, fiz o teste de personalidade DISC.

Aqui está o meu relatório, se você quiser conferir — especulo que ele conseguiu descreveu minhas tendências de personalidade com 96% de precisão!

(Fiquei estupefato! Parecia que tinha uma bola de cristal integrada ao formulário🔮)

Outras opções de testes são Predictive Index, Six Holland Tendencies e 16 personalities esse último é gratuito).

Continuando com o exemplo pessoal, um dos principais resultados é que os meus fatores predominantes são ID (Influente e Dominador), o que — dentre outros cruzamentos de tendências — confirmou o fato de que a minha motivação está em liderança e projetos-chave.

Percebeu porque esse teste é importante?

Ele confirmou exatamente o que estava me fazendo falta na antiga posição.

(Me senti extremamente confortado e compreendido por aquele pedaço de papel…😂).

Pensamentos e sentimentos validados, passamos para o momento de compartilhá-los.

Passo#3: Compartilhe suas Intenções com seu Gestor antes de buscar sua nova Posição

Conversa transparente e franca

Conversa transparente e franca

É importante ter uma conversa aberta sobre suas reflexões e dúvidas de carreira com o seu gestor.

Honestidade e transparência são peças chave para se criar um elo mútuo de confiança e ajuda.

(Se você não se sente seguro(a) o suficiente para compartilhar essas coisas com o seu líder, procure alguém do RH antes então.)

O ponto é que — por definição — o seu gestor está lá para te ajudar a encontrar caminhos dentro da sua carreira.

E, de fato, ótimos gestores estão naturalmente dispostos a darem seu máximo para desenvolver seus liderados, mesmo isso signifique um novo tour of duty em outra equipe/departamento/empresa.

Isso porque, essa atitude de desprendimento fortalece a confiança, gratidão e admiração num nível humano, que de alguma forma se transforma em algo próspero para todos ali na frente.

Sendo assim, quando vocês dois estiverem na mesma página — em que faz sentido buscar um “novo passo” — vocês podem utilizar a mesma checklist que eu e minha gestora de então utilizamos.

Nós investigamos cada uma das possibilidades a seguir, desde a mais simples até a mais complexa. São elas:

  1. Avalie se é possível adaptar o seu cargo atual para englobar as novas atividades que você deseja executar;
  2. Mapeie cargos disponíveis na sua área;
  3. Verifique cargos com criação prevista na sua área com o seu gestor;
  4. Verifique cargos disponíveis na empresa com gestores de outras áreas;
  5. Verifique cargos previstos na empresa com gestores de outras áreas;
  6. Proponha um novo cargo (em última instância).

Trazendo os detalhes do exemplo pessoal que segue essa lógica, comecei a conversa com a minha gestora dizendo que estava convencido de que a posição em que liberaria meu maior potencial não era a atual, pelas razões que descobrimos nos Passo#1 e Passo#2.

Como adaptar o cargo que ocupava para incluir gerenciamento de projetos, marketing digital avançado e habilidades de liderança não era uma opção disponível no momento, ela prontamente me ajudou a mapear cargos disponíveis na área de Sucesso de Cliente.

Em seguida, ela convidou outros gestores para darem uma mãozinha também.

Ao fim de tudo isso, concluímos que não existiam cargos disponíveis ou previstos que se encaixavam no que queria.

Depois dessa conclusão, parti para uma conversa com a Diretora de RH para ver se tinha algum espaço que fazia sentido por lá.

Nada tampouco…😅

Havia chegado a hora de aceitar a realidade e voltar à rotina de antes.

No entanto, receber vários “nãos” como resposta foi uma oportunidade de refletir sobre como usar melhor minha zona de influência, dadas as externalidades da situação.

Ao chegar nesse ponto, você pode refletir sobre as seguintes perguntas:

O timing da empresa — nesse exato momento — é favorável à minha demanda ?

Eu gerei valor e construi credibilidade suficiente com minhas partes interessadas para eles aceitarem minha proposta?

Essas duas perguntas nos levam então ao passo seguinte que é

Passo#4: Pense e Aja estrategicamente na Apresentação de seus Interesses e na Geração de Valor para as Partes Interessadas

Seja Estratégico

Seja Estratégic@

Bem, a realidade do mundo dos negócios é que todos possuem um problema para resolver, seja em nível individual ou coletivo.

Sobretudo, essa é a razão da existência desse setor.

Sendo assim, se você está realmente comprometido em criar seu próprio caminho profissional — (diga-se de passagem que a mesma lógica vale para conquistar uma vaga já existente ou mesmo conseguir um novo emprego) — é inteligente você ter uma estratégia para mostrar o quão engajado está na resolução de problemas relacionados à nova oportunidade.

Como fazer isso? 👀

Aqui estão duas estratégias que podem te ajudar:

A) Estratégia “GV”: Gerando Valor para suas Partes Interessadas

Trabalhar em um projeto com pessoas com quem você deseja trabalhar
e fazer o seu melhor para resolver o problema em questão.

O princípio é construir autoridade com as pessoas com quem você deseja trabalhar.

Quando eles confiarem nas suas competências e souberem seu “porquê”, é bem provável que você “fique no radar ” deles quando surgir uma nova oportunidade.

B) Estratégia “AI”: Apresente seus Interesses

Gere conteúdo (blog, vlog, podcasts, etc) como hobby.

Blog é uma plataforma poderosíssima, porque você pode apresentar seus interesses e inspirar pessoas com suas ideias e forma de pensar.

Apesar de eu não ter criado o meu com esse objetivo já em mente — tal como o investidor Edson Rigonatti recomendou numa roda de conversa na Resultados Digitais — ele foi fundamental para apresentar meus interesses sobre a cultura organizacional, empatia, produtividade e conselho de carreira para minhas partes interessadas.

E tudo isso foi fundamental para iniciar amizade com a Diretora de RH.

Se não fosse pelo hábito de blogar, possivelmente não estaríamos tão conectados como estamos agora.

Aliás, eu estou convencido de que se você usar essas duas estratégias como hábito, talvez não mais precise participar de processos de seletivos do jeito convencional. 😉

Se quiser explorar um pouco mais essa possibilidade, Ilya Brotzky dá um exemplo muito bacana.

Um aviso importante: Essas estratégias estão longe de serem fáceis. Elas são simples, mas não fáceis. Exigem muita atitude e trabalho extra, do contrário tendem a ficar apenas do plano das palavras. É a sua atitude que vai revelar seu grau de compromisso consigo mesmo(a).

Passo#5: Mantenha o Alto Padrão e não Deixe a Peteca Cair

Não deixe a peteca cair...

Não deixe a peteca cair…

Enquanto executa o Passo#4, preste atenção para manter a sua entrega atual em dia.

Se você deslizar em volume ou qualidade, pode ser que as pessoas não acreditem em seu potencial para um próximo tour of duty.

Sim é verdade… pode ser um baita desafio mesmo…

Afinal de contas, você já deve estar investindo uma energia extra para novas entregas fora do seu escopo, além de continuar com a “bandeja” atual.

Por isso, é preciso estar bastante alerta para evitar a perda de foco.

Eu meio que já passei por isso e retratei essa experiência em “É duro confessar, mas é a pura verdade.Eu não sou um cara produtivo”.

Além disso, você pode — mesmo sem ser sua intenção — gerar algum atrito de expectativa dentro do seu time atual, como também já aconteceu comigo.

Quando eu comecei a escrever sobre Cultura Organizacional aos fins de semana, minhas contribuições eram destinadas à empresa como um todo, ao invés de ser algo focado no microcosmo do meu time que, à época, estava num turbilhão de desafios.

Nesse contexto, alguns pares — numa sessão de feedback 360˚ — me compartilharam suas impressões de que eu estava mais focado em gerar valor para a empresa globalmente do que para nosso time.

Uma breve reflexão: essa impressão aconteceu mesmo com 100% das minhas metas garantidas mês a mês.

E se eu não as tivesse batido?

Seja qual for sua elocubração, a moral da história é a mesma:

Mantenha o Alto Padrão e “não deixe a Peteca cair”

porque isso pode ter um impacto significativo na criação da sua próxima oportunidade.

Passo#6: Seja Empreendedor e Alavanque seus Recursos Atuais

Faça dos limões uma limonada ;)

Faça dos limões uma limonada  ou das tripas, coração 😉

Para criar uma nova vaga, talvez você precise adotar um mindset empreendedor.

Isso porque — a depender da sua sorte — sua próxima oportunidade pode acontecer não exatamente quando você deseja.

Eu concordo com que pode ser bastante frustrante não fazer exatamente o que você quer e não conseguir o reconhecimento por algo que faz sentido para você.

Sobretudo quando você já está trabalhando num ritmo acima do comum para colocar as estratégias do Passo#4 em prática.

Fique tranquilo(a).

Eu entendo que talvez você necessita de empatia nesse momento, assim como eu precisei quando recebi alguns nãos na minha empreitada.

Ao mesmo tempo, é inteligente aceitar que timing é um fator natural nesse jogo.

Sim, isso mesmo.

O timing da empresa para a investir na sua realocação pode não coincidir com o seu, simplesmente por uma questão de estratégia, oferta/demanda, ROI e etc.

Por isso, faz sentido levantar a cabeça e seguir em frente.

A melhor estratégia pode ser pivotar ou adiar seus planos de mudança por um tempo, caso seja necessário.

Não quer fazer isso?

Por que não?

Te pergunto novamente:

Porque não pensar em um plano B com os seus recursos e projetos pessoais atuais?

Te explico o que fiz nesse sentido, quando do meu caso:

Como eu não consegui incorporar o que queria na posição de então, busquei suprir essa vontade através da alavancagem de alguns recursos de que já dispunha.

Com isso, já fui desenvolvendo, de certa forma, as habilidades de liderança, gerenciamento de projetos e marketing digital avançado alternativamente:

  1. Ajudando meus colegas com desafios de produtividade #liderança
  2. Participando de alguns projetos da área #gerenciamentodeprojetos
  3. Postando no meu blog sobre essas experiências #marketingdigital
  4. Desenvolvendo parcerias de guest posting com Lincoln Murphy, um grande líder da indústria de Customer Success #marketing digital

E foi exatamente assim que executei meu “pivô”.

Eu simplesmente abandonei a idéia da nova job e me reengajei nas entregas anteriores, acopladas a essas novas iniciativas empreendedoras.

Passo #7: Seja Paciente

Seja paciente

Seja paciente

A Diretora de RH me convidou para um almoço 2 meses depois de implementar o Passo#6 em minha rotina.

Sequer fiquei curioso com o convite, porque pensei que apenas seria uma conversa sobre a vida.

Eu não tinha nenhuma expectativa que conversássemos sobre carreira.

Meus motores já estavam engajados no “pivô”.

Porém, enquanto comíamos — eu, mastigando minha saladinha — ela foi rabiscando um organograma no guardanapo.😋

Ela me disse que estava discutindo com o CEO a visão de como seria a estrutura do RH no médio prazo.

Em seguida, ela circulou uma das caixas que representava a vaga na qual as minhas ambições profissionais seriam acomodadas e me disse era pra mim😬!

Um pouco surpreso — mas nem de longe empolgado — eu a respondi dizendo que o meu timing para aquela oferta já não era tão bom quanto há exatos dois meses, quando eu estava totalmente engajado nesse objetivo de transição.

Aliás, eu respondi que se eu tivesse que tomar uma decisão naquele dia, a minha resposta seria “não”, porque toda a minha energia mental estava direcionada no meu plano B.

Mesmo assim, concordamos que eu pensaria na proposta e daria uma resposta final em cinco dias.

Depois de muitas reflexões, várias conversas com amigos, análises SWOT, eu dei a minha resposta final depois de três dias:

sim! 😀

E foi assim — inspirado na Buffer — que nós criamos o posição de Culture Scout na Resultados Digitais.

Deborah Rippol , Culture Scout na Buffer

Deborah Rippol, Culture Scout na Buffer

Ela, a priori, incluía os temas de Inbound para Recrutamento/Employer Branding, Cultura Organizacional & projetos transversais diversos que me permitiriam desenvolver outras habilidades.

Algo, super alinhado com minhas motivações de então.

Portanto,

Seja Paciente

porque com paciência você tende a focar naquilo que depende mais de você, enquanto deixa o fator timing cuidar daquilo sobre o que você não tem controle.

Passo#8 (adicional): Atualize a sua Análise de Custo de Oportunidade de Carreira

Analise o Custo de Oportunidade

Analise o Custo de Oportunidade

Se você passou pelo Passo#7 e foi paciente o suficiente para que o tempo trouxesse uma nova definição, o Passo#8 é uma etapa adicional caso essa oportunidade ainda não tenha surgido.

E foi justamente por isso que utilizei o termo “talvez” no título deste artigo.

Afinal, não existem garantias de que você vai conseguir criar o seu novo cargo.

Essa façanha depende de algumas variáveis que você pode não ser capaz de controlar ou mesmo influenciar, como o timing, a estratégia, a missão e os valores da empresa.

Essa é a razão por que faz sentido se atualizar a análise de custo de oportunidade da sua carreira ciclicamente.

Definindo este conceito da Microeconomia de forma simplificada,

Custo de oportunidade é valor de todas as oportunidades que se está inerentemente perdendo por se ter escolhido alguma delas.

No contexto de planejamento de carreira, você pode aplicar a mesma lógica para tomar decisões que façam sentido para ti.

Que façam sentido a partir do que você valoriza e tendo como pano de fundo o curto, médio e longo prazo.

Por exemplo, pedir demissão da RD, não era uma opção inteligente para mim.

Isso porque eu tinha uma visão clara do valor oportunidades que estaria perdendo (trade-offs) se saísse naquele momento e o impacto delas nos meus planos de curto, médio e longo prazo.

Afinal, como o meu próximo grande marco de carreira era me tornar um executivo no nicho de Tech/Marketing/Startups e como a Resultados Digitais era a melhor empresa desse nicho no Brasil, não fazia sentido nenhum eu me demitir só porque não estava no cargo que eu queria.

A reputação da empresa, o clima super agradável, a velocidade com que estava crescendo, a oportunidade desproporcional de desenvolvimento profissional e a presença de pessoas inspiradoras foram fundamentais para para que seguir na empresa continuasse fazendo sentido — mesmo numa posição em que eu não me sentisse propenso a liberar todo meu potencial.

Uma boa análise de custo de oportunidade de carreira, coloca tudo isso na balança.

Do contrário, pode deixar passar uma grande oportunidade por estar mirando em gratificações no curto prazo.

Porém, a decisão de demissão — a depender do contexto — pode fazer sentido também.

Desde que seja uma demissão consciente de uma perspectiva custo de oportunidade de carreira.

Por exemplo, vamos supor que você queira ser um coach profissional nesse momento.

Você planejou a sua transição para a área de coaching por cinco anos, fosse dentro ou fora da empresa em que trabalha.

Quando se aproxima o momento da transição, você propõe ao seu gestor a criação desse cargo.

Entretanto, a estratégia da sua empresa sequer inclui essa job.

Em outras palavras, vocês chegam à conclusão de que não existe a possibilidade de você ser um coach lá nesse momento..

Nesse caso, seria a hora de pedir a demissão conscientemente — do ponto de vista de Custo de Oportunidade de Carreira — já que você tem uma visão clara da missão da sua empresa versus o seu objetivo profissional.

Sumarizando,

O propósito de se fazer uma análise do custo de suas oportunidades de carreira, portanto, é fazer você chegar a um ponto de claridade mental a partir do qual você é capaz de decidir, prudentemente, se faz sentido continuar com a oportunidade atual ou avançar para uma outra, otimizando para aquilo que você valoriza num horizonte de curto, médio e longo prazo.

Com essa linha de raciocínio, você consegue evitar decisões “imaturas”, ou mesmo “perder tempo” em uma oportunidade que irá te custar caro mais a frente.

Recapitulando

Se você quiser adaptar, ser promovido ou criar um novo cargo, você pode usar o meu manual pessoal:

Passo#1: Separe um tempo para reflexões

Passo#2: Valide suas reflexões com um Teste de Personalidade

Passo#3: Compartilhe suas Intenções com o seu Gestor antes de tomar o próximo passo

Passo#4: Pense e Aja Estrategicamente na Apresentação de seus interesses e na Geração de Valor a suas Partes Interessadas

Passo#5: Mantenha o Alto Padrão e não deixe a “Peteca Cair”

Passo#6: Seja Empreendedor e Alavanque seus Recursos Atuais

Passo#7: Seja Paciente

Passo#8 (adicional): Atualize a sua Análise de Custo de Oportunidade de Carreira

E Você?

Me sinto muito honrado em poder compartilhar minhas experiências com você por aqui.

Agora, eu adoraria saber o que pensa sobre elas!

Esses passos fazem algum sentido para ti ?

Se sim, por que? Se não, por que não?

Se fez sentido para ti, está disposto(a) a fazer um teste?

Ps: Se você extraiu algum insight a partir desse texto e planeja testá-lo na sua carreira, se importaria de voltar aqui depois e me contar como foi? Eu super apreciaria!#Agradecido 🙏🏾

Recursos

Se você quiser construir o seu próprio manual, aqui estão os recursos que utilizei para fazer o meu:

  1. Curso Gratuito The Alliance Course, do Reid Hoffman & Chris Yeh me ajudou a compreender o conceito de Tour of Duty para planejamento de carreira e como ter conversas honestas com gerentes e funcionários. #cursos
  2. Livro Business Model You, do Timothy Clark me ajudou a desenvolver mais clareza no planejamento de carreira e autoconhecimento.
  3. Livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, do Dale Carnegie, me ajudou a pensar e a agir de acordo com o que as pessoas valorizam e não necessariamente o que valorizo.
  4. Conversas com amigos e profissionais que passaram por situação semelhantes.